segunda-feira, 9 de julho de 2012

Final de fina estampa: Tereza Cristina chega ao inferno e conhece colegas vilãs! Vale relembrar

Por Rafael Barbosa dos Santos


Olá pessoal, estava com vontade de postar algo, mais confesso estar sem inspiração portanto resolvi fazer um vale a pena ver de novo aqui no blog. E resolvi publicar novamente, uma cena em que a vilã louca de fina estampa, Tereza Cristina chega ao inferno e é recebida por suas colegas vilãs, entre elas está Altiva, Laura Prudente da costa, Flora e claro Nazaré! Foi uma cena que saiu dessa minha cachola maluca, me diverti escrevendo, e espero que se divirtam lendo! Posto essa cena também comemorando as mais de 10.000 visitas do Blog! Lá vai:



CENA 1/INFERNO/EXTERNA/NOITE.

Lugar sombrio e assustador. Fogo para todos os lados, pessoas com caras de zumbi. Outras com o garfo do demo cutucando outras. Gente vagando para todos os lados, sem rumo. Ouve-se gritos. Enfim é o inferno. CAM vai buscar Tereza Cristina, caminhando entre essas pessoas, meio perdida, olhando de um lado para o outro sem saber onde está.

T. CRISTINA – Ai que lugar horrível é esse, esse fedo de enxofre ta irritando meu nariz, (para uma mulher que passa ao seu lado), deve ser você não é minha filha, não tinha desodorante em casa não, inferno. (se irrita), Pelo visto, hoje o dia vai ser quente bebê.

Neste momento, uma moça se aproxima, essa moça é Laura Prudente da costa (celebridade). Vai se colocar diante de Tereza Cristina. 

LAURA – Perdida minha filha?

T. CRISTINA – Não sou sua filha sua loira aguada e nem pedi sua ajuda.

LAURA – Escuta aqui o perua, me respeita em.

T. CRISTINA - E porque eu deveria?

LAURA – Porque eu sou Laura Prudente da costa, uma celebridade.

T. CRISTINA – A é, você celebridade? (debocha) apareceu nua na web cam queridinha?

LAURA – Você é bem abusada né não, por isso que ta aqui.

T. CRISTINA - Vem cá ou loirinha, já que dirigiu a palavra a minha linda pessoa, me diz que lugar é esse?

LAURA – Você não sabe mesmo?

T. CRISTINA – Claro que não biscate se não eu não te perguntava. Que inferno de lugar é esse.

LAURA – Você acabou de dizer, aqui é o inferno

T. CRISTINA – Inferno (assustada), você ta tirando com a minha cara, não é sua/

LAURA – To não perua, aqui é o inferno, morada dos mortos, é pra cá que gente como nós vem.

T. CRISTINA – Gente como nós, ta me comparando a você e a essa gente feia?

LAURA – É isso ai, como nós, a perua deve ter aprontado muito hein, (debocha). Pois é, a senhora morreu, e vai passar por toda a eternidade aqui, seja bem vinda.

T. CRISTINA – Não, não pode ser, eu quero sair daqui (histérica).


LAURA – Não dá, você vai se acostumar, todo mundo se acostuma.

T. CRISTINA – O que eu fiz pra merecer isso?

LAURA – Na certa apronto com alguma mosca morta indefesa.

T. CRISTINA - Eu não posso pagar, por tentar eliminar uma macaca selvagem da face da Terra.

LAURA – Tu ta aqui pelo mesmo motivo que todas nós. Olha em volta.

Tereza Cristina olha, PV dela. CAM vai mostrando as vilãs que Laura vai indicando.

LAURA – Aquela ali é a Barbara, ta aqui só porque maltratava uma neguinha que roubou o homem dela, aquela outra ali é a Ivone a psicopata, há ta vendo aquela senhora ali aquilo é o cão, a mestra Odete Roitman.

T. CRISTINA – Mestra?

LAURA – É colega, mestra querendo ou não é a inspiração de todas nós. Há olha aquela lá, com aquele anelzinho é a Adma, aquela fazia a limpa na cidade onde ela morava com o veneno de rato que ela guarda naquele anel.

T. CRISTINA – Que criativa, (humorada) devia ter usado isso contra aquela macaca bigoduda.

LAURA – Vixi ai vem a beata encapetada.

CAM vai buscar Perpetua que se aproxima.

PERPETUA – Quem é essa?

LAURA – É nova aqui.

PERPETUA – Vixi Maria, também de cara de quenga.

T. Cristina – Quenga eu?

PERPETUA – Isso mesmo, quenga sim, por isso que tão no inferno, aquelas muié da casa da luz vermelha tão tudin aqui, perto do catimbozeiro.

T. CRISTINA – E a senhora, esta aqui por quê? Pelo que posso ver é uma beata, agora me diga o que uma beata estaria fazendo no inferno com essa roupa preta neste calor horrível?

PERPETUA – Eu tava dominada por espírito ruim, e desviei o caminho, mais eu creio em Deus meu pai e ele há de me tirar daqui.

LAURA – (ri) Chega perpetua não adianta mais, tu ta no mesmo barco que nóis, sua safada. vem cá (pra Tereza Cristina), Sabe o que a Perpetua escondia dentro de uma caixa branca?

T. CRISTINA – O que, quero saber?

PERPETUA – òia o que cê vai falar sua quenguinha.

LAURA – Ela esconde o/

PERPETUA – Cale essa boca.

Neste momento Nazaré entre em cena.

NAZARÉ – Abre a roda que a Naza ta chegando.

PERPETUA – Chego a dama da putaiagem.

NAZARÉ – Sua invejosa, eu não tenho culpa se eu sou gostosa pra dedeu, se o tempo só me valoriza, e se eu sou do jeito que o Diabo gosta.

T. CRISTINA – Hum quem é a periguete?

LAURA – Essa é terrível.

PERPETUA – Eu vou tratar de sair de perto desse bando de QUENGA. Fui.

Perpetua sai.

LAURA – Vou deixar vocês duas a vontade que eu acho que vocês tem muito o que conversar, vou atrás do meu mixê. By by. (T) Marcos, sua cachorra ta chegando.

Laura sai. Tereza Cristina e Nazaré ficam se encarando.

NAZARÉ – Fala ai colega, a fim de papo?

T. CRISTINA – Obrigada, não costumo conversar com flagelada de baixo nível.

NAZARÉ – Me respeita em sua morcega com cara de vira lata metida a fina, songa monga, insuportável, me respeita em, você ta falando com a Naza. E flagelado, esse apelido é meu. Por falar nisso ouvi falar que você fica me imitando, te empurro da escada em.

T. CRISTINA – Eu te imitando, hahahaha só se eu fosse louca.

NAZARÉ – Engraçado, você tem cara de louca.

T. CRISTINA – eu não sou louca, te enfio meu salto agulha você pode imaginar onde.

NAZARÉ – Calma, calma, até que gostei de você colega, acho que a gente tem alguma coisa em comum, a gente até podia se dar bem. Ta aqui porque, cruzou com uma anta da vida por aí?

T. CRISTINA – Tinha uma macaca portuguesa, que saiu não sei de onde pra me infernizar, agora aquela bigoduda ta lá, feliz, bancando a honesta e eu to aqui.

NAZARÉ – Te entendo sabia, é sempre assim, os bonzinhos, sem graça, sem sal (Poe o dedo na goela), ai so de falar me da vontade de vomitar, eles sempre se dão bem, agora nós, que agitamos, que fazemos o negocio ferver do jeito que o povo gosta, sempre se da mal no final. Aquela maldita anta nordestina, roubou a minha filhota, deve ta la no covil dela, com a matilha toda reunida. E eu so fiquei com o pedreiro dela que não servia pra nada.

T. CRISTINA – Jura, eu também fiquei com o peixeiro da anta portuguesa, e o robalo dele até que vale a pena.

NAZARÉ – Safada (ri).

As duas batem as mãos cúmplices, caem na risada. De repente Altiva se aproxima.

ALTIVA – Well, uma novata.

T. CRISTINA – (irritada) Há não, não é possível, até aqui a titia sangue- suga vai me infernizar, nem no inferno eu tenho paz.

ALTIVA – Eu sua tia, abirolou de vez foi?

T. CRISTINA – Você não é a tia Íris?

ALTIVA – Oxenti my God, nunca vi esta tua tia mais gorda. Eu sou Maria altiva Pedreira Mendonça de Albuquerque, de Grenville.

T. CRISTINA – Nossa impressionante a semelhança.

NAZARÉ – garanto que é pior que a sua tia.

T. CRISTINA – Há não, eu não agüento uma Tia Iris numa versão pior.

NAZARÉ – tem que reclamar pra aquele senhor de cabelos brancos, o pai de todas nós o tal do Aguinaldo Silva.

TEREZA CRISTINA – A cacatua histérica, seria gente finíssima se não me mandasse pra cá.

NAZARÉ – Quem disse que foi ele quem mandou?

De repente começa uma correria, gente para todos os lados, um fogo enorme se faz no fundo.

ALTIVA – Vixi vai começa o pisero.

T. CRISTINA – O que esta acontecendo?

NAZARÉ – é ela

ALTIVA – Eu vou é sair daqui, fui, lets go. 

Altiva vai indo. Close em Nazaré assustada com suas caras e bocas.

NAZARÉ – Há não, essa mulher de novo não.

T. CRISTINA – de quem você ta falando bebe?

NAZARÉ – è ela, aquela com cara de anjo e alma de demônio. Ela é pior que todas nós juntas, dela até o diabo tem medo, pior que ela, só uma tal de Carminha que deve ta pintando por ai. Eu vou é sair daqui, uma dama como eu deve saber à hora de se retirar e sair de cena linda e loura e a hora é agora, você devia fazer o mesmo perua. Fui.

Nazaré sai correndo. Tereza Cristina fica perdida, entre as pessoas que não param de correr.

T. CRISTINA – mais quem é essa mulher afinal.

FLORA EM OFF – Sou, eu o seu maior pesadelo.

CAM fecha no rosto de Flora.

FLORA – Hum novata, acho que você vai ser a minha favorita (risada diabólica).

Tereza Cristina se vira bruscamente, vemos Flora ao fundo diante de um imenso fogaréu.

T. CRISTINA – Eu quero sair daqui, eu quero meus sapatos, minhas camisolas, minha suíte máster, meu robalo, só quem pode me ajudar é ele, aquela biba, CRODOAAAAAAAAAAAAAALDO!

CORTA RAPIDO PARA:

CENA 2/MANSÃO VELMONT/SUITE MASTER/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior.
Vemos Crodoaldo e Baltazar deitados na cama. Crodoaldo se levanta rapidamente, assustado.

CRO – Era ela, ela me chamou eu ouvi (da aquele seus gritinhos hilários).

BALTASAR – o que a bichinha tem pra ta gritando desse jeito logo cedo, eu quero dormi pô.

CRO – me respeita em, que eu sou sua patroa agora.

BALTASAR – mais é a mesma gazelinha de sempre.

CRO – Ai para em, para, você devia me fazer um cafuné zoiudo, um carinho, dar um beijinho.

BALTASAR – Vou da é um tapa nessa tuas fuça.

CRO – Zoiudo mal, sou Celeste não em, insensível, acabei de ter um pesadelo horrível, to até ovulando, tive a sensação de ter ouvido minha rainha do Nilo que agora dorme o sono profundo, a essa altura já virou múmia.

BALTASAR – Como ela te chamou bicha burra, a madame ta morta.

CRO – o corpo nunca foi encontrado em, Rum.

BALTASAR – mais ela morreu graças a Deus e deixou você aqui no bem bom, a essa altura ela já virou rango dos vermes e de tudo quanto é minhoca.

CRO – comida de peixe, ignorante ela morreu no mar. (tempo), os peixinhos devem erguer as nadadeiras pro céu e agradecer a carne de primeira.

BALTASAR – carne de pescoço isso sim.

CRO – tadinha da minha rainha, deve ta fritando la embaixo, ai que fim triste. (chora, daquele jeito).

BALTASAR – Chega de viadagem vai.

CRO – ta bom eu paro, mais so se você me da um beijinho.

BALTASAR – há para com isso em.

CRO – Eu sei que você gosta, não tem ninguém aqui e aqui não é o bbb, tamos so nos dois, vai pode beijar, meu zoiudo preferido.

BALTASAR – Você gosta né, vem ca que eu vou te pegar de jeito, e te fazer mulhersinha.

Baltasar agarra CRO.

CRO – Ai devagarinho, eu sou sensível.

BALTASAR – Agora agüenta.

Os dois se cobrem com o lençol. Movimento na cama. CAM vai descendo fecha nos pés dos dois. Vemos a tatuagem de escorpião no pé de Baltasar.

FIM.

É isso ai se leram até aqui espero que tenham gostado. Fica a dica pro Aguinaldo. 

Fico por aqui, até mais. 


3 comentários:

  1. Seus diálogos ficaram bem melhores que os da novela, Rafael. Achei essa novela a pior da história do horário nobre. Abração!

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  2. muito legal , lendo seu artigo parece q até vejo as personagens se encontrando muito legal msmo , e o grito da teresa cristina parece q estou ouvindo aqui!!

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