quarta-feira, 28 de março de 2012

Enfim aquele que deveria ter sido o final de Fina estampa.

Fina Estampa já é passado eu sei. Então vocês devem estar se perguntando, "o que esse bocó, quer que ainda ta falando dessa novela". Bom quem acompanha o blog, viu que eu me desafiei a reescrever o ultimo capitulo da novela que foi um fiasco. Como era fã da novela não podia aceitar aquele fim tão tosco. Por isso resolvi reescrever o ultimo capitulo, do meu jeito, do jeito que eu gostaria que fosse. Desafio feito é desafio cumprido. Por isso abaixo esta o ultimo capitulo de Fina Estampa, aquele que deveria ter sido o verdadeiro final, com direito a casamento da protagonista, um final digno de Tereza Cristina, revelação do amante de Crô, parto triplo, show de funk, barraco com direito a uma bela surra, gente rolando escada abaixo e claro um belo pagode na casa de Griselda. Então é isso eu e meu parceiro nos matamos para escrever este capitulo no fim de semana e aqui estar ele, esperamos que gostem e comentem.

FINA ESTAMPA


NOVELA DE AGUINALDO SILVA

PRODUZIDA PELA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

DIREÇÃO DE WOLF MAIA

CAPITULO 185

VERSÃO ESCRITA POR RAFAEL BARBOSA DOS SANTOS COM COLABORAÇÃO DE RAUL SENGER

CENA 1/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE.

Continuação imediata do capitulo anterior.

Griselda esta diante de Tereza Cristina, que olha com um ar diabólico para rival.

GRISELDA - Você acha mesmo que eu vou me humilhar pra você, nem pela minha vida eu faria isso, eu que sempre trabalhei, sempre corri atrás, nunca tive medo de enfrentar a vida... Não vai ser agora que eu vou abaixar a cabeça.  

T. CRISTINA – (debochando) Olha como ela é corajosa, (ri), mais fique sabendo que implorando ou não, você vai morrer do mesmo jeito. (T) Confessa sua macaca, confessa que ta cagando de medo.

GRISELDA - Eu não to com medo, eu to tentando entender o que leva uma mulher que sempre teve tudo o que quis, pra quem a vida sempre foi muito generosa, o que leva uma pessoa fina, elegante, uma madame como você sempre gostou de ser vista (T) a se tornar uma assassina cruel, eu fico me perguntando se existe explicação pra isso... Porque esse ódio? O que foi que eu fiz pra você?

Tereza Cristina se levanta e altera a voz. Cam vai buscar Ferdinand ao fundo que só observa.

T. CRISTINA - Você quer mesmo que eu diga sua desgraçada, pois então lá vai desde que você ousou a pisar seus pés na linda grama do meu jardim pela primeira vez, desde aquele dia, a minha vida começou a andar pra trás, primeiro o golpe do seu filhinho que me afastou da minha filha, depois o Renê que se bandiou pro seu lado, começou a ficar todo bobo com esse seu jeito sonso, com essa sua honestidade irritante (T), por sua causa ele passou a mentir pra mim, a me criticar, e a ameaçar a se separar, o meu casamento acabou por sua causa. E por causa disso eu também perdi os meus filhos. Tudo começou a dar errado pra mim, e eu não tive escolha a não ser usar os métodos mais sujos, mais sórdidos pra conseguir o que eu queria.

GRISELDA – (grita) Você é louca.

T. CRISTINA – (grita) Cala essa boca, (T) eu odeio você com todas as minhas forças, eu achava que eu era perfeita, que a minha vida era perfeita (seus olhos ficam lacrimejados) Mais foi so você chegar pra tudo que eu tinha começar a desmoronar, (T) me irrita o jeito que as pessoas te tratam, o jeito que elas te venerem, o jeito que elas te olham, (T) aquele olhar admirado, me irrita esse seu jeito, bondoso de ser que agrada todo mundo. (tempo) Você não sabe o que é ver o seu marido, os seus filhos e todo o resto do mundo preferir uma mulher grotesca, tão horrorosa, a uma mulher de fina estampa como eu, a verdade é que mesmo com esse seu jeito ogro de ser, você conseguiu ofuscar o meu brilho, me anular (T) mais agora chega, eu não posso ficar o resto da minha vida assistindo você ter tudo, assistindo esse amor ridículo que as pessoas têm por você. Nos duas não cabemos nesse mundo, ou eu ou você tem que morrer, e nesse caso como eu sou a mais esperta, você vai partir desse mundo (T) direto pro inferno.

GRISELDA - Você é doente, você mesma afastou as pessoas, porque nunca foi capaz de demonstrar amor por elas, nunca foi capaz de um gesto de generosidade, nem pelos seus filhos, sempre deu mais valor a dinheiro, a nome, a aparência, e isso fizeram com que as pessoas te deixassem (t) se você fosse capaz de entender o que é amor, o que é amar, ai sim pode ter certeza que você não perderia a sua família e que as pessoas também iriam te admirar, (T) mais você preferiu se tornar esse monstro, e agora esta reduzida a isso, uma assassina louca, e sozinha, porque você não tem ninguém.

Close em Tereza Cristina se segurando pra não explodir, corta para Ferdinand que assiste a cena.

GRISELDA - Eu posso morrer agora (chora) Mais eu vou morrer sabendo que fiz o certo, que meus filhos me amam, que os meus amigos me amam, e que tem um homem maravilhoso que também me ama, coisa que você não tem e nem nunca vai ter.

T. CRISTINA – (grita) Chega

Tereza Cristina da uma bofetada bem forte em Griselda que sente o tapa.

T. CRISTINA - Acabou, chegou à hora de morrer bebê.

Closes intercalados de Griselda e Tereza Cristina que se encaram. Corta para:

CENA 2/MANSÃO VELMOND/SALA/INTERNA/NOITE.

Crô inquieto na sala diante de delegado Paredes e mais uns dois policias, Marilda e Baltasar observam a conversa.

PAREDES - Quer dizer que o senhor não tem idéia pra onde sua patroa pode ter ido, seu Crodoaldo?

CRO - não sei nadinha de nada.

PAREDES - Sei, mais o senhor sabe que ela cometeu crimes muito graves, não sabe?

CRO - Saber, saber assim eu não sei, mais eu tenho uma leve desconfiança né.

PAREDES - Ela cometeu diversos crimes, como a morte da marcela, os atentados contra os filhos da vizinha aí da frente/

CRO - A Griselda

PAREDES – Essa mesma, e agora neste exato momento, a Griselda, vulgo Pereirão foi seqüestrada pelo Ferdinand, ao mesmo tempo em que a dona Tereza Cristina fugiu, isso quer dizer que ela é quem esta por trás de tudo.

CRO - Eu não sei nem o que dizer delegado/

PAREDES - Eu só espero que o senhor realmente não saiba de nada, se não será indiciado como cúmplice de sua patroa. (aos colegas) Vamos, temos muito a fazer, até mais.

O delegado se retira com seus homens. Cam vai buscar Crô aflitíssimo. Baltasar e Marilda se aproximam.

MARILDA - Abre o bico de uma vez

BALTASAR - Diz logo o que você sabe gazelinha, quer ir pro xadrez é.

CRO - Não tenho nada a dizer, eu não sei de nada.

BALTASAR - Vai lá e diz o que você sabe/

CRO - Não, eu não vou dizer nada, da minha boca não vai sair nenhuma palavra que possa prejudicar minha rainha.

BALTASAR - Mais parece que gosta mesmo, tu vai acabar preso, às vezes é isso que tu quer né, virar mulhersinha de bandido/

CRO - (T) Chega não me torturem mais, é muita emoção pra um dia só, eu não agüento, eu preciso ficar sozinho. Eu preciso ficar... sozinho.

Crô sobe as escadas desnorteado. Close em Baltasar que da uma olhadinha pra Marilda. Corta rápido para:

CENA 3/MANSÃO VELMOND/SUITE MASTER/INTERNA/NOITE.

Crô caminha no quarto, sempre a choramingar. Se coloca diante do armário, abre a porta vê o armário vazio. Choro aumenta.

CRO - ó minha rainha, que os deuses do Egito te protejam.

Fecha nele.

Corta para:

CENA 4/BRASILEIRISSIMO/INTERNA/NOIE.

Planos do brasileiríssimo todo enfeitado para o casamento. Todos os convidados distribuídos nas mesas. CAM vai buscar Renê que olha orgulhoso para a festa. 

RENÊ - é não é querendo me gabar, mais a festa ta linda e a comida garanto que é de primeira (risos)

SEVERINO - Pois não poderia ser diferente, aqui no Brasileiríssimo, tudo é de primeira.

RENÊ - É isso ai.

Renê bate no ombro de Severino. Vanessa se aproxima E se coloca ao lado de Renê.

VANESSA - Então meu amor, vamos aproveitar a festa, afinal essa noite, você não é o chefe Renê Velmond e sim o padrinho dos noivos.

RENÊ - você esta certa vamos aproveitar

SEVERINO - Pode ficar tranqüilo Renê, deixa que eu cuido de tudo.

RENÊ - Eu sei disso meu amigo.

Renê e Vanessa dão um beijinho e se espalham na festa. Corta para Juan e Vanessa recebendo os cumprimentos de Dona Vilma que segura sua câmera e seu lep top.

VILMA - Quem diria, minha filha noiva, e finalmente casada, é muita felicidade meu Deus.

JUAN - Pode ter certeza que agente também esta muito feliz dona Vilma.

LETICIA - É tanta felicidade que eu não estou cabendo em mim.

VILMA - E eu estou aqui pra registrar essa felicidade toda.

Vilma começa a filmar os dois. Corta para a porta, vemos Zuleica adentrando o restaurante. Todos os olhares se voltam pra ela. Corta para Gloria e Edvaldo, em algum canto. 

GLORIA - O que essa moça ta fazendo aqui?

EDVALDO - É muita cara de pau, na igreja ainda vai, agora na festa sem ser convidada.

Corta para mesa onde esta Amália, Rafael, Quinze, Teodora, Patrícia e Quinzinho.

RAFAEL - A não, o que essa garota quer em?

AMÁLIA - espero que ela não tenha vindo fazer baixaria.

TEODORA – (para Quinzé) Essa ai não é aquela talzinha que namorou o Wallace?

QUINZÉ - É ela mesma.

Corta para Renê e Vanessa em outro canto.

VANESSA - Essa garota ta mesmo querendo desestabilizar o clima em.

RENÊ - Só espero que não aconteça como nas novelas daquele autor, o tal do Walcyr Carrasco, com o maior barraco e bolo voando na cara de todo mundo.

Eles olham um para cara do outro e riem. Corta para Zuleica, que se coloca diante de Juan e Letícia.

ZULEICA - Olha seu Juan, eu sei que pode ser meio inconveniente, vir a uma festa sem ser convidada e ainda sabendo que eu não sou bem vinda, mais eu precisava vir, e eu vim, não só pra desejar felicidades aos noivos, mais também pra pedir perdão, pelas atitudes e pela minha conduta no período de tempo que eu trabalhei na fashion Motors, eu errei, acabei metendo os pés pelas mãos, mais agora eu to aqui, reconhecendo o meu erro, e pedindo perdão.

JUAN - Olha Zuleica, eu não esperava esse seu pedido de perdão, ainda em um momento como esse, mais eu não guardo nenhum rancor não, e nem tenho nada contra você.

ZULEICA – (abre um sorriso falso) O senhor não sabe como é bom pra mim ouvir isso. Bom felicidades ao casal

Zuleica cumprimenta os noivos. Da beijinho em Juan e depois em Letícia que agradecem.

ZULEICA - Bom eu vou indo, meu futuro marido esta esperando, agente tem um jantar importantíssimo pra ir, eu graças a Deus encontrei o meu caminho, estou tão bem, como nunca estive antes na minha vida.

JUAN - Que bom Zuleica, espero que seja feliz.

ZULEICA - Obrigada, bom eu já vou indo, até mais.

Zuleica se retira. CAM vai buscar Vilma que a observa.

VILMA - Que periguete, mais falsa que essa, só uma nota de três reais.

Corta para Juan e Letícia intrigados.

LETICIA - Você entendeu alguma coisa?

JUAN - não, e nem quero entender, o importante é que agente ta aqui, como marido e mulher, eu te amo tanto.

LETICIA – Eu também te amo.

JUAN – A é, então vem cá vem.

Os dois se beijam apaixonados. Corta para Fabio e Carol num outro canto.

CAROL - Legal os nossos pais se casarem, a minha mãe ta muito feliz.

FABIO - O meu pai também, e eu também fico feliz por eles.

CAROL - É, eu também, eles se merecem.

Os dois se olham meio tímidos.

FABIO - É,... É eu... queria, te... te... Dizer uma coisa,

CAROL – diz

FABIO - é que, é que, ai meu deus como é que eu vou falar, é que/

CAROL – Quer saber, não fala nada.

Carol da um selinho em Fabio que a olha meio bobo e sorri. Os dois dão um novo beijo agora mais longo. Corta para Rene Jr. Que olha para uma linda mulher, do tipo gostosona e mais velha, PV dele. CAM volta pra ele que ajeita o topete e se aproxima.

RENE JR. - E ai gata, a fim de levar um papo,

GATA - Na boa, não me interesso por desenho animado, nem por figurinha e muito menos por Vídeo Game, com licença tá.

A gata se levanta e Renê Jr fica com cara de tacho.

RENE JR. - Oloco, ta sem coração em.

Renê Jr. se vira e avista uma mocinha, que sorri revelando seu aparelho. Ele hesita mais retribui o sorriso. Close nele. Corta para mesa com a família de Griselda. Rene se coloca diante deles.

RENÊ - Estão gostando da festa?

QUINZÉ - Muito, mandou bem Rene.

TEODORA – Eu também A-do-rei.

PATRÍCIA – A festa ta ótima pai.

RENÊ - Vem cá, cadê a Griselda em? To sentindo falta dela.
AMÁLIA – Pois é, já era pra ela ter chegado.

QUINZÉ - ta estranho isso, o Guaracy, também não chegou.

TEODORA - Será que aconteceu alguma coisa?

PATRICIA - O Antenor também sumiu.

QUINZÉ - E com o meu celular.

RAFAEL - Será que eles tão em casa?

RENÊ – Liga lá pra saber.

AMÁLIA – è isso mesmo que eu vou fazer.

Amália pega o celular e disca. Corta para:

CENA 5/ MANSÃO DE GRISELDA/SALA/INTERNA/NOITE.

Guaracy anda de um lado pro outro. Antenor muito preocupado, de outro lado. Policiais posicionados.

GUARACY – Como será que esta minha Griseldinha? Como queria poder ajudar.

ANTENOR - Eu não to mais agüentando ficar aqui sem fazer nada, sem saber onde minha mãe está.

PAREDES - Calma Antenor, já tenho outra equipe nas ruas.

ANTENOR - Vocês deviam ta atrás daquela louca da Tereza Cristina, (t) ela fugiu e aposto que ela ta com a minha mãe.

PAREDES - Fica calmo, vai dar tudo certo.

Neste momento o telefone toca, Guaraci e Antenor ficam eufóricos. Paredes se posiciona.

PAREDES – Podem atender.

Antenor atende ao telefone.

ANTENOR (AO TEL.) – Alo... Oi Amália.

Antenor olha para Paredes.

PAREDES – (baixinho) Não tem mais como esconder.

ANTENOR (AO TEL.) - a mãe... Olha Amália me escuta, aconteceu uma coisa, olha tenta ficar calma.

Corta rápido para:

CENA 6/ BRASILEIRISSIMO/INTERNA/NOITE.

Amália ao telefone, apavorada. Closes intercalados do resto do pessoal preocupado.

AMÁLIA - O que, o que aconteceu com a minha mãe... Fala logo Antenor... O que, seqüestrada.

Reação de todos.

QUINZÉ - O que?

RENÊ - A Griselda seqüestrada

TEODORA - Meu Deus do céu.

Choro de Amália ao telefone, closes intercalados de todos.

Corta para:

CENA 7/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE:

Tereza Cristina esta diante de Griselda, close das duas que se encaram.

GRISELDA - Ta esperando o que, (t) me mata logo de uma vez acaba logo com isso.

T. CRISTINA - Calma, vai ser tudo bem devagarzinho, porque eu quero curtir cada momento da sua morte, vai ser um prazer vê seus pelinhos todos queimando. (da aquela risada).

FERDINAND - vamos acabar logo com isso, mata ela de uma vez.

T. CRISTINA – (grita) já disse que não, eu quero que ela sofra cada segundo da morte dela. Não se intrometa, no meu assassinato.

Griselda olha para cena estarrecida. Corta para Ferdinand.

FERDINAND - cada vez mais eu me dou conta que a senhora é maluca.

T. CRISTINA - Você cala essa boca.

FERDINAND - Vamos logo com isso, agente ainda tem muito que resolver, a senhora sabe do que to falando (olhar sedutor).

T. CRISTINA - Quer saber, eu cansei de você.

Tereza Cristina tira uma arma da bolsa e aponta pra Ferdinand. Reação dele.

FERDINAND - Que isso, a madame enlouqueceu de vez.

T. CRISTINA - Eu não preciso mais de você, seu incompetente, (t) agora me passa aquela gravação que você fez.

MUTITO RITIMO

FERDINAND - Sua safada, então era esse o seu plano.

T. CRISTINA - Cala essa boca, e me entrega logo a gravação, antes que eu atire neste seu saco de músculos, e você sabe que não custa nada pra mim sentar o dedo nesse gatilho.

Corta para Griselda que observa um machado que deve estar bem próximo. Ela se esforça e consegue soltar uma das mãos, enquanto o diálogo de Tereza Cristina e Ferdinand rola solto, ela sorrateiramente tenta alcançar o machado, sua mão quase alcança. Corta novamente para Tereza Cristina e Ferdinand.

FERDINAND - Acho bom a madame pensar duas vezes antes de atirar.

T. CRISTINA - Então, me entrega logo a porcaria da gravação, (T) Anda.

Close dos dois se encarando. Corta para Griselda que se esforça pra alcançar o machado. Fecha em Tereza Cristina.  
Corta para:

CENA 8/VESTIARIO/INTERNA/NOITE.

Wallace na concentração se prepara para a luta. Faz alguns movimentos. Clint adentra o vestiário. E se coloca diante de Wallace.

CLINT - Tudo certo campeão

WALLACE - Tudo, e com o pivete, como foi à luta?

CLINT - Advinha?

WALLACE – (abrindo um sorriso) Ele conseguiu, ele venceu. 

CLINT - Só tenho uma coisa pra dizer, depois que você se aposentar, eu já tenho um novo campeão.

Wallace fica eufórico e comemora

WALLACE – É isso ai Leandro sempre soube que ele ia longe.

Wallace e Clint se abraçam.

CLINT - Agora é sua vez, ta pronto?

WALLACE - mais do que pronto, eu me preparei muito pra esse retorno ao octógono, eu vou enfrentar o Jorge Muralha e vou recuperar o meu cinturão.

CLINT - É assim que se fala Campeão, vai lá e vence essa luta.

Os dois apertam as mãos.

CLINT - Vamos nessa.

Os dois saem de cena. Corta rápido para:

CENA 9/OCTOGONO/INTERNA/NOITE.

Planos da platéia CAM vai buscar Leandro que se aproxima da mãe e do irmão, que os enche de abraços e beijos.

DAGMAR - Meu filho, meu campeão

LEONARDO - É isso aí moleque tu mando ver em.

LEANDRO - Eu ainda não to acreditando. Eu consegui.

DAGMAR - Parabéns meu filho, você não sabe como eu to orgulhosa de você.

LEANDRO - O seu Clint, disse que eu vou longe.

LEONARDO - É claro que vai.

DAGMAR - É muita felicidade pra uma mãe.

LEONARDO - Meu irmão é o cara.

Corta para octógono, apresentador anuncia a próxima luta.

APRESENTADOR - Senhoras e senhores vamos ter a honra de presenciar o combate do ano de Jorge Muralha o atual campeão contra o ex-campeão Wallace Mu.

A platéia vai ao delírio. Cam vai buscar Dagmar e os filhos.

LEANDRO - Alá o mestre Mu vai lutar.

DAGMAR - Que Deus o proteja e que de tudo certo.

Dagmar reza baixinho fora de áudio. Corta para Wallace entrando no Octógono, a platéia vai à loucura.

APRESENTADOR - No canto vermelho, com 1,85m, pesando 86 quilos, Wallace Mu,

Wallace é ovacionado pela platéia.

APRESENTADOR - No canto azul, 1,83, pesando 82 kilos, o demolidor, Jorge Muralha.

Gritos da platéia. Close em Wallace, já preparado, CAM revela Clint atrás da grade ao fundo,

CLINT - O Leandro fez a parte dele, agora faz a sua.

WALLACE - Pode deixar mestre, não saio daqui sem o meu cinturão.

APRESENTADOR - E para a luta da noite, vamos chamar o mestre de Muay Thai, Marioneta,

Marioneta entra em cena. Wallace e Jorge Muralha se encaram.  Apresentador da inicio a luta. Wallace e Jorge Muralha fazem o cumprimento. Uma linda moça, no Octógono levanta a placa anunciando o primeiro round.

APRESENTADOR – (t) Vai.

Wallace e Jorge Muralha partem para luta, começam a se engalfinhar. A luta começa equilibrada. Corta para Dagmar e os filhos.

DAGMAR - Ai não sei se eu quero ver isso.

LEANDRO - Relaxa mãe, o mestre Mu começou com vantagem.

LEONARDO - Você vai ver, O Wallace vai acabar com ele, (grita) mete a Porrada nele.

DAGMAR - Acaba logo com isso, meu campeão.

Corta para Octógono, combate em andamento. Jorge Muralha abre vantagem, Wallace tenta se defender como pode. Corta para Clint.

CLINT - Vai campeão, não abaixa a guarda.

Jorge Muralha derruba Wallace no chão. Platéia vibra. Corta para Dagmar, Leandro e Leonardo tensos. Corta para Clint também decepcionado. CAM Volta para Dagmar.

DAGMAR - Ai meu Deus (tampa os olhos) Eu não quero ver.

LEANDRO - vai lá mestre, acaba com ele.

Corta para a luta, Wallace perde feio. Termina o primeiro round, Jorge Muralha sai de cima de Wallace, os dois se encaram, Wallace se senta toma água, Clint se aproxima e lhe da conselhos fora de áudio. Close em Wallace. Corta para:

CENA 10/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE.

Tereza Cristina com a arma apontada para Ferdinand o encara.

T. CRISTINA - Anda logo, seu imbecil metido a vilão, me entrega a merda da gravação, ou eu atiro em você agora mesmo.

FERDINAND - Você não vai fazer isso.

Corta para Griselda que continua tentando alcançar o machado, sua mão chega a relar nele. Diálogo entre Tereza Cristina e Ferdinand continua.

T. CRISTINA - Você ta duvidando é, fala que duvida, fala seu monte de bosta.

FERDINAND - Se eu fosse você madame, não faria isso, porque assim que eu estiver morto, meu compadre entrega tudo pra policia, e ai sim você vai se estrepar legal.

Close em Tereza Cristina que reage.

T. CRISTINA - Não pode ser, (T)desgraçado, traidor.

Corta para Griselda. Finalmente alcança o machado e esconde atrás dela, com dificuldade. CAM Volta para a discussão.  Ferdinand da um sorrisinho bem malandro.

FERDINAND - Eu não sou tão idiota como à senhora pensava, se me matar você ta perdida.

T. CRISTINA - Eu perdida (gargalha) Você não me conhece rapaz, eu não sei porque eu ainda to discutindo com você, to cagando pra aquela gravação, depois que eu terminar meu serviço, a essa altura eu já vou ta longe, portanto vai pro inferno, By By baby.

Tereza Cristina dispara duas vezes contra Ferdinand que sente os tiros.  Griselda se assusta da um grito de horror. Ferdinand agoniza e olha para Tereza Cristina em seguida olha para seu ferimento, com a mão ao peito cai morto no chão. Griselda assiste a cena aterrorizada, e Tereza Cristina assiste tudo, friamente.

GRISELDA - Você é doente, matou o seu próprio parceiro.

T. CRISTINA - Ele era um inútil, nunca serviu pra nada, sempre falhou, porque você acha que seus filhotes estão vivos, incompetência dele.  

GRISELDA - Meu Deus como pode existir alguém assim.

T. CRISTINA - Cessa o papo, agora você vai fazer campainha ao Ferdinand no inferno, pode começar a rezar pra sua santa, porque chegou tua hora.

As duas se encaram, close no olhar diabólico de Tereza Cristina, corta para Griselda com o olhar desesperado. Corta para:

CENA 11/MANSÃO DE GRISELDA/SALA/INTERNA/NOITE.

Toda a família reunida. Amália esta aos prantos.

AMÁLIA - Ai meu deus como será que deve ta a minha mãe.

Quinze se levanta rapidamente.

QUINZÉ - Se a mulher ai da frente sumiu.

TEODORA - E levou tudo.

ANTENOR – Ela so pode ta com a nossa mãe e sabe-se La o que ela vai fazer.

Antenor olha pra patrícia que esta chorosa.

ANTENOR - eu sei que ela é sua mãe Paty mais/

PATRICIA - Não precisa se preocupar, eu sei o monstro que a minha mãe se tornou.

RENÊ - Eu não sei se ela se tornou minha filha, talvez Ela sempre foi, agente é que não havia percebido.

GUARACY - Eu não posso mais ficar aqui, de braços cruzados, eu preciso ajudar minha Griseldinha.

RAFAEL - O Guaraci ta certo, agente não pode ficar aqui parado.

PAREDES - vamos manter a calma.

ANTENOR - Como manter a calma, a vida da minha mãe ta correndo perigo e a Tereza Cistina não é pra brincadeira, ela já tentou me matar, eu e os meus irmãos.

PATRICIA – (chorando) Que horror.

PAREDES - Eu entendo mais no momento não há muito a fazer, vamos esperar que aconteça o de praxe.

ANTENOR - Eu não vou conseguir ficar sem fazer nada, eu preciso pensar em um jeito/... Espera... Eu... Acho que eu sei como ajudar a mãe.

QUINZÉ – Como?

ANTENOR - pode ser que/

AMÁLIA - fala logo Antenor.

ANTENOR - Quando eu fui seqüestrado, eles me levaram pra um barracão, e depois me levaram pra mata, você lembra não é Paty.

PATRICIA - Claro que eu lembro.

ANTENOR - talvez eles tenham levado a minha mãe pro mesmo lugar.

PAREDES – (para Patrícia) Você consegue se lembrar exatamente do lugar.

PATRICIA - Eu consigo, é claro.

QUINZÉ - Então não vamos perder tempo, vamos pra lá.

GUARACY - Eu vou salvar minha Griseldinha.

PAREDES - Eu aconselho a não ir muita gente.

RENÊ - Eu faço questão de ir ajudar a Griselda.

GUARACY - Você não tem nada que ir, ora, pois, eu sou o homem da Griselda.

QUINZÉ - Agora não é hora pra ciúmes Portuga, quanto mais gente ajudar melhor.

AMÁLIA - Eu quero ir.

RAFAEL - É melhor não meu amor, fica aqui, com o nosso filho, (Poe a mão na barriga dela) eu te prometo que agente vai trazer sua mãe de volta.

Rafael abraça Amália aos prantos.

TEODORA - Fica tranqüilo eu fico aqui com a Amália.

QUINZÉ - Então vamos né gente.

PAREDES - Eu vou reunir minha equipe e estamos indo pra lá.

ANTENOR – Agente não pode perder tempo.

AMÁLIA – Boa sorte.

Todos vão. Close em Teodora que ampara Amália.

TEODORA - vai dar tudo certo cunhadinha.

Fecha nas duas. Corta para:

CENA 12/ OCTOGONO/INTERNA/NOITE.

Segue a luta de Wallace e Jorge Muralha. Wallace leva uns bons socos. Corta para platéia. Dagmar aflitíssima.

DAGMAR - Ai meu deus (t) vai Wallace.

LEANDRO - Vai campeão.

Todos vibram. Volta pra luta. Wallace tenta se defender como pode. Clint incentiva Wallace. Corta novamente para Dagmar e os filhos.

DAGMAR - Ai meu deus do céu, sai daí Wallace.

Cam volta pra luta. Platéia grita. De repente, Wallace leva um soco, cai no chão em slow, PV dele embaçado. Olha para Clint, em seguida avista Dagmar e os filhos na platéia. Seu olho percorre por toda a platéia que vibra. Encara o rival. Retoma suas forças. Se levanta bruscamente e vai com tudo pra cima de Jorge Muralha. Ele abre vantagem. Soca com vontade o adversário. Corta para PLATÉIA.

LENADRO - É isso ai mestre.

DAGMAR - Vai lá Wallace.

Luta continua. Wallace abre uma boa vantagem, derruba Jorge Muralha no chão, por cima ele aperta o pescoço de Jorge Muralha, fica ali por alguns segundos. Jorge Muralha não agüenta e bate no chão. A platéia vai à loucura. Enfim, Wallace vence a luta. Dagmar da platéia vibra.

DAGMAR - Ele conseguiu ele é campeão, é campeão, o meu campeão.

Leandro e Leonardo comemoram. Corta para Wallace que comemora, ergue as mãos. Abraça Clint, vibra com a torcida. Corta para:

CENA 13/MATAGAL/EXTERNA/NOITE.

Quinze, Antenor, Patrícia, Rafael, Guaracy, Renê, delegado Paredes e sua equipe estão na mata. Muito ritmo.

ANTENOR - Tem certeza que foi aqui que me acharam Paty.

PATRICIA - Absoluta.

RENÊ - Então o tal barracão, não deve ser muito longe.

PAREDES – (para seus homens) vasculhem tudo. (para o resto do pessoal) Acho bom ficarem aqui, nós vamos começar as buscas.

QUINZÉ - Agente não vai ficar aqui parado.

GUARACY - É isso ai os vamos resgatar a Griselda.

RENÊ – (para Patrícia) Filha acho que você não devia ter vindo

PATRICIA - Não pai, eu vou fazer de tudo pra ajudar a Griselda, ágüem tem que por um freio na minha mãe.

QUINZÉ - Pra onde agente vai.

ANTENOR - Eu acho que é por aqui.

RAFAEL - Então vamos.

GUARACY - Agüente Griselda, estamos chegando minha amada.

A policia vai pra um lado e a turma vai pra outro. Corta para:

CENA 14/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE.

Tereza Cristina diante de Griselda as duas continuam se encarando.

GRISELDA - è isso mesmo que você quer me matar, você não pensa nos seus filhos.

Close nas mãos de Griselda que segura o machado.

GRISELDA - será possível que você não tem um pingo de amor nem por eles.

T. CRISTINA - Não apela, não adianta, nem mesmo aqueles ingratos vão me fazer desistir de acabar com a tua raça, eu quero ter o prazer de matar você, de ver você sofrer.

GRISELDA - Isso não vai mudar nada, você vai continuar sendo a mesma de louca de sempre/

T. CRISTINA - (grita) Vai adiantar sim, eu não vou ter a minha família e nem a minha vida intocável e perfeita de volta, mais pelo menos você vai pagar por tudo o que tirou de mim, sua maldita.

GRISELDA - Tenho é pena de você, (grita) louca, louca, louca, louca... (continua).   

Tereza Cristina fica transtornada, tapa os ouvidos

T. CRISTINA – Cala essa boca (T) você vai ver a louca.

MUITO RITIMO. Tereza Cristina se afasta pega uma garrafa de gasolina, começa a derramar no chão em várias partes do local, CAM a acompanha. Corta para Griselda que usa o machado e tenta quebrar as correntes da outra mão, usa toda a sua força, Tereza Cristina não percebe. Griselda finalmente quebra a corrente Tereza Cristina continua espalhando a gasolina e gritando: (agora você vai ver quem é louca). Ela se vira. Griselda a olha. Tereza Cristina abre a bolsa, pega um isqueiro, ascende olha para Griselda sorri.

T. CRISTINA - Agora sim, você vai conhecer a louca de verdade.

Tereza Cristina solta o isqueiro que cai em slow no chão. O fogo sobe rapidamente.

T. CRISTINA - Queima bebe, queima bebe. (vibrando)Close em Griselda que fecha os olhos.

GRISELDA – Oh meu Deus me ajuda.

Griselda começa a desatar a corda dos pés. Tereza Cristina percebe.

T. CRISTINA - Não você não vai escapar.

Tereza Cristina vai rapidamente pra cima de Griselda. Griselda que já conseguiu se soltar se levanta e vai pra cima dela. As duas saem no tapa. Fogo se espalha. Clima tenso. Griselda derruba Tereza Cristina.

GRISELDA - nem que nós duas morra queimadas, mais eu vou te dar a surra que você merece.

Griselda da uns bons tapas em Tereza Cristina que grita. Mostrar uma ou duas vezes o corpo de Ferdinand.  

GRISELDA - Toma, toma, sua louca, seu demônio, sua desgraçada, assassina, toma seu monte de merda.

Griselda continua batendo em Tereza Cristina, com toda sua ira. Corta rápido para:

CENA 15/MATA/EXTERNA/NOITE.

Planos da Mata. A turma toda caminhando às pressas.

ANTENOR - Droga, mais será que agente não vai achar esse barracão.

PATRICIA - Agente deve ta perto.

Guaracy - Vocês estão sentindo?

RENÊ - Que cheiro de queimado.

RAFAEL - Olha lá a fumaça, ta vindo daquela direção.

QUINZÉ - So pode ser um incêndio.

Antenor - Meu Deus, essa não, é o barracão (T) o barracão ta pegando fogo.

RENÊ - É melhor agente ir pra lá.

GUARACY - já estamos chegando minha Griseldinha.

Todos seguem para o barracão Apavorados e as pressas. Corta para:

CENA 16/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE.

Griselda continua estapeando Tereza Cristina que grita.

T. CRISTINA - Sua macaca, sua selvagem sai de cima de mim, que você vai ver.

Griselda da mais um tapa. Esta cansada e ofegante.

GRISELDA – (já parando) Chega, chega, (T) eu vou embora, eu vou sair daqui e vou encontrar a minha família que me ama e que estão me esperando, coisa que você nunca vai saber o que é.

Griselda se levanta e vai saindo sai andando cambaleando. Corta para Tereza Cristina com sangue no canto da boca, e toda despenteada se levanta rapidamente e pega a arma que esta próxima,

T. CRISTINA – (GRITA) Você não vai a lugar nenhum anta portuguesa, para ai ou eu atiro.

Griselda se vira e a encara.

T. CRISTINA - De um jeito ou de outro você vai morrer, ou eu não me chamo Tereza Cristina Buarque Siqueira ex Velmond.

Tereza Cristina aponta a arma. As duas se encaram. Fogo se alastra ainda mais. Vemos pedaços do telhado caindo no chão. Closes das duas. Corta para:

CENA 17/OCTOGONO/INTERNA/NOITE.

Wallace e Jorge Muralha no Octógono.

APRESENTADOR - E com vocês o novo campeão mundial Wallace e Mu.

Marioneta ergue a mão de Wallace. Platéia grita. Dagmar da platéia aplaude. Wallace e Jorge Muralha se cumprimentam. Close em Dagmar emocionada que aplaude. Cam volta para o Octógono. Jorge Muralha segura o cinturão.

J. MURALHA - vai ser uma honra.

WALLACE - Vai ser uma honra é pra mim. Obrigado Muralha.

Muralha coloca o cinturão em Wallace. Que respira fundo emocionado. Wallace já com o cinturão da um grande grito. Platéia o aplaude de pé. Apresentador se aproxima de dele.

APRESENTADOR - O que você tem a dizer pra galera campeão?

Wallace pega o microfone.

WALLACE - Bom antes demais nada, eu queria agradecer todo mundo, a torcida, todo mundo que ta aqui, todo mundo que ta em casa, eu também queria dizer que to muito feliz de ter reconquistado o meu titulo, o meu cinturão.

Wallace se vira PV dele em Dagmar na platéia.

WALLACE - E dizer que você Dagmar, Você conquistou o meu coração eu te amo.

Close em Dagmar emocionada que joga beijo. Wallace ergue o cinturão, Clint lhe pega no colo. Platéia grita e comemora. CAM vai se afastando aos poucos. Corta para:

CENA 18/CATIVEIRO/INTERNA/NOITE.

Tereza Cristina continua apontando a arma para Griselda que a encara sem medo.

GRISELDA - Vamos Tereza Cristina, atira, (T) anda atira.

T. CRISTINA - Vamos cantar pra subir bebe.

GRISELDA - Você vai me matar, mais depois você vai pra cadeia, ou pro Hospício, que eu acho que é mais apropriado pra você/

T. CRISTINA – O Maximo que pode acontecer é eu ser presa por crime ambiental, por ta matando uma macaca.

GRISELDA - Nem numa hora dessas você perde o humor, então vai, atira logo pô, ta esperando o que?

T. CRISTINA - Calma, eu quero curtir esse momento.

Tereza Cristina sorri. Close em sua mão que segura à arma, seu dedo esta prestes a apertar o gatilho neste momento a família de Griselda entra.

ANTENOR - Mãaae.

QUINZÉ - Minha mãe.

GUARACY - Griseldinha.

Os três abraçam Griselda que esta emocionada.

RAFAEL - Graças a deus.

GRISELDA – Que bom que vocês tão aqui, meus filhos, Guaracy. (abraçados)

T. CRISTINA - Olha só abriram as portas do zoológico, a matilha toda reunida. Será que eu tenho uma bala pra cada um.

RENÊ - Abaixa essa arma Tereza Cristina.

PATRICIA – (aos prantos) para com isso mãe.

GRISELDA - Essa mulher é louca, ela vai atirar na gente, pelo amor de Deus.

RENÊ- Eu não vou permitir.

T. CRISTINA - Há não, seu pateta, vai fazer o que, tentar tirar a arma de mim, da ultima vez você se deu mal lembra.

RENÊ - Para com isso Tereza Cristina, abaixa essa arma, se entrega numa boa.

Corta para Griselda, rodeada por todos.

GRISELDA - cadê a policia?

ANTENOR - Era pra ta aqui.

QUINZÉ - A policia como sempre é a ultima a chegar.

GUARACY - Essa dona vai atirar.

PATRICIA - Não faz isso mãe, pelo amor de Deus por mim, sua filha.

T. CRISTINA – Você, filhinha (T) me excluiu da sua vida, portanto eu não te considero mais minha filha.

RENÊ – (t) Chega, ta na hora de por limites em você, eu nunca fiz isso em anos de casamento mais eu vou fazer agora.

Rene vai pra cima de Tereza Cristina, e segura firme o braço dela. Ela dispara para o alto. Todos apreensivos, observam a cena.

GRISELDA - Cuidado Renê.

PATRICIA - pai, você vai se machucar.

Rene e Tereza Cristina continuam brigando.

T. CRISTINA - Me larga seu pamonha.

RENÊ - Sua louca, larga essa arma.

Rene empurra Tereza Cristina que cai para trás com tudo e pega a arma. Ele aponta pra ela, tempo se olhando.

T. CRISTINA - Vamos lá atira Rene Velmond, vamos ver se você tem coragem.

RENÊ – (para o resto do pessoal) É melhor vocês saírem daqui.

PATRICIA - Não pai.

RENÊ - vai filha, eu vou ficar bem, esse fogo só aumenta é perigoso.

Antenor pega Patrícia pelo braço, que reage desnorteada.

ANTENOR - Vem Paty.

T. CRISTINA - Anda atira Rene, seja homem pelo menos uma vez.

GRISELDA - pelo amor de deus Renê (desespero).

RENÊ - vai embora Griselda, com os seus filhos e a minha filha, eu to te pedindo.

GRISELDA - Não, eu não vou.

RENÊ - leva sua mulher daqui Guaracy.

Tereza Cristina sempre a encarar Rene.

GUARACY - vamos Griseldinha.

QUINZÉ - vamos mãe.

Todos vão. Patrícia vai olhando para trás. 

PATRICIA - pai fica bem pelo amor de Deus.

Todos saem. Griselda sai amparada por todos. Corta para Rene e Tereza Cristina na mesma posição.

T. CRISTINA - Vamos querido, me mata, mata a mãe dos seus filhos, a mulher que te deu tudo, que viveu ao seu lado durante todos esses anos, vamos ver se você vai ter coragem. Anda covarde, seja homem.

Rene hesita e fraqueja, se emociona, abaixa a arma.

RENÊ - Eu não consigo, eu não posso.


T. CRISTINA – (sorri) Eu sabia, eu sabia o cozinheiro sem sal, o mesmo cagão de sempre, sabe Rene eu pensei que te amava, mais na verdade eu perdi lindos anos da minha vida, ao lado de um banana, Adeus Renezinho.

Tereza Cristina sai correndo e foge. Rene se ajoelha e tosse. Fogo aumenta. Corta para Delegado Paredes que chega.

PAREDES - Ei Renê, você precisa sair daqui.

Ele e os outros policiais se colocam diante de Renê e o seguram o ajudando a levantar.

RENÊ - Ela, ela fugiu, ela fugiu.

Rene sai escorado pelos policias, deixando para trás o fogo alto. Corta para:

CENA 19/MATA/EXTERNA/NOITE

Tereza Cristina se embrenha no meio do mato, anda as pressas. Corre, para um pouco, esta toda desarrumada.

T. CRISTINA - Eles não vão me pegar, eu vou sair dessa, linda e por cima, como sempre, você vai vencer Tereza Cristina, você vai vencer.

Ela continua caminhando, entre os galhos e o mato. Corta para:

CENA 20/CATIVEIRO/FRENTE/EXTERNA/NOITE.

Cativeiro pegando fogo. Todos assistem a cena.

PATRICIA - O meu pai, ela ta lá dentro.

ANTENOR - Calma Paty vai dar tudo certo meu amor, a policia entrou lá.

RAFAEL - parece que a madame fugiu.

GRISELDA – Que Deus proteja o Rene.

Guaraci olha enciumado para Griselda. Cam vai buscar Rene saindo apoiado por dois policiais. Patrícia corre para os braços do pai e o abraça.

PATRICIA - Pai, graças a Deus.

RENÊ - Eu to bem, eu to bem filha.

PATRICIA - E ela, a minha mãe.

RENÊ - Ela fugiu, eu não consegui impedir.

GRISELDA - Você fez o bastante Rene, você foi um verdadeiro herói.

Rene e Griselda se olham emocionados.

PAREDES – vamos, a dona Tereza Cristina não deve ter ido muito longe, vamos atrás dela.

GRISELDA - E vê se dessa vez não cheguem atrasados.

PAREDES - Pode deixar dona Griselda.

Paredes vai com seus policiais. Patrícia fica abraçada ao pai e Griselda abraça os filhos. Rafael e Guaracy observam.

GRISELDA - Graças a deus, acabou.

Griselda chora aos prantos. Todos se emocionam. Cam vai se afastando. Todos assistem o barracão sendo destruído pelas chamas. Corta para:

CENA 21/MATA/EXTERNA/NOITE.

Tereza Cristina continua andando no meio do mato.

T. CRISTINA - Que inferno, quem diria eu tendo que andar nesse matagal.

Ela ouve um barulho e fica alerta, se esconde atrás de uma arvore. CAM vai buscar Paredes e seus homens se aproximarem.

PAREDES - Vamos ela não deve ter ido muito longe, continuem procurando, por ali.

Eles seguem caminho. Tereza Cristina atrás da arvore sorri. Corta para:

CENA 22/RIO DE JANEIRO/PLANOS GERAIS/EXTERNA/DIA.

Amanhece o dia. Corta para:

CENA 23/RIO DE JANEIRO/AVENIDA QUALQUER/EXTERNA/DIA.

Tereza Cristina dirige seu carro, tranquilamente.

T. CRISTINA - Me aguarde peixeiro, que eu já estou chegando.

De repente ouve-se a sirene da policia. Tereza Cristina olha pelo retrovisor, e vê varias viaturas se aproximando.

T. CRISTINA - há não, eu não to acreditando, mais que inferno, será que isso não vai acabar nunca.

Ela acelera o carro. Corta para planos aéreos, vemos um helicóptero que segue o carro dela. Tereza Cristina dirige perigosamente e atrapalha o transito, som de busina. Corta para interior do carro de Paredes.

PAREDES -(para o motorista) Vamos rápido, não deixa ela escapar.

Corta para o carro de Tereza Cristina –

T. CRISTINA - Não pode ser, parece que a policia inteira do Rio de janeiro esta atrás de mim, pensa, pensa Tereza Cristina, droga.

Ela vira o carro bruscamente, e bate em outro carro. Ela sai ilesa sem nenhum ferimento, sai correndo pelas ruas. As viaturas se aproximam. Muito ritmo. Tereza Cristina se aproxima de um motoboy que esta saindo com a moto.

T. CRISTINA - Ai rapaz quer ganhar muito dinheiro? (afobada)

MOTOBOY - Opa.

T. CRISTINA - Então me tira daqui, me leva pro condomínio Marapend deems (não sei como escreve kk) agora.

MOTOBOY - É pra já, senta na minha garupa.  

Tereza Cristina coloca o capacete. A policia para o carro e desce. Paredes se aproxima do carro abandonado de Tereza Cristina.

PAREDES - pra onde ela foi?

Ele olha pra frente e se depara com Tereza Cristina saindo na garupa da moto do motoboy, ela joga beijo pro delegado. E segue.

PAREDES - filha da mãe, pro carro agora, atrás dela.

Ele e seus homens seguem para o carro. Corta para helicóptero que sobrevoa o Rio e toda a movimentação. Corta para:

CENA 24/MANSÃO DE GRISELDA/SALA/INTERNA/DIA.

Toda a família e amigos de Griselda reunidos na sala. Griselda esta abraçada aos filhos.

AMÁLIA - Graças a Deus, minha mãe ta aqui sã e salva.

QUINZÉ - Me bateu um desespero, quando eu vi minha mãe la naquela situação no meio daquele fogaréu.

ANTENOR – mais agora acabou.

GRISELDA – Finalmente, e não coisa melhor estar aqui diante da minha família e dos meus amigos depois de tudo o que eu passei, é um alivio muito grande.

GUARACY - Graças a nós que fomos salvar sua vida, minha amada.

Ele beija a mão de Griselda.

Celeste - Mais e a outra, a policia ainda não conseguiu pegar?

RENÊ - Eles estão atrás dela.

PATRICIA - Eu espero que a minha mãe pague por tudo o que fez.

TEODORA - Eu em, aquela madame é sinistra.

VILMA - Sinistra, ela é uma mulher horrível, isso sim, tomara que apodreça na cadeia.

RENE JR. - Não da nem pra acreditar que é minha mãe.

RENÊ - Fica tranqüilo meu filho, as atitudes da sua mãe não têm nada haver com você.

RENE JR - Eu sei disso.

Close de Griselda que olha para Rene.

GRISELDA - Rene eu queria conversar com você. (para Guaracy) A sós.

GUARACY – (irritado) O que é isso Griselda?

GRISELDA – Calma Guaracy, é um assunto muito importante que eu tenho pra falar pra ele, por favor, ceninha de ciúme agora não. Eu já volto.

Griselda se volta pra Rene, tempinho se olhando.

GRISELDA - Então vamos pro escritório.

RENÊ – Vamos claro.

Fecha no rosto de Renê. Corta para:

CENA 25/MANSÃO DE GRISELDA/ESCRITORIO/INTERNA/DIA.

Griselda esta diante de Renê. Os dois se olham.

GRISELDA - Bom Renê, eu queria te agradecer, pelo o que você fez, você foi corajoso, você se atracou com a sua mulher/, quer dizer ex mulher, você se embrenhou naquele fogo, pra me defender e defender a minha família, e isso prova o grande homem que você é. (emocionada).

RENÊ - Não tem nada que agradecer Griselda, eu fiz o que tinha que fazer, e ainda por cima eu falhei, ela acabou escapando/

GRISELDA - Você fez tudo o que podia ter feito, é claro que você não ia atirar nela, acho que nem eu com o ódio que tenho daquela louca teria coragem. Olha Rene, o que importa é que você foi um herói, e eu quero que você saiba que a partir de hoje eu te admiro ainda mais.

RENÊ – (emocionado) Eu também te admiro muito Griselda, você sabe disso, e mesmo que agente não esteja mais junto, eu vou continuar te admirando e te respeitando sempre, eu gosto muito de você, e desejo que você seja feliz com o Guaraci.

GRISELDA - Eu desejo o mesmo pra você e pra Vanessa.(tempo) Posso te pedir um abraço.

Rene abre um sorriso.

RENÊ - É claro.

Ele vai até ela. Os dois dão um longo e emocionado abraço. se olham.

RENÊ - É uma pena que não deu certo.

GRISELDA - Se aquele portuga não tivesse chegado em(sorri).

Os dois riem juntos. Neste momento Antenor abre a porta rapidamente.

ANTENOR – Mãe

GRISELDA – (assustada) Que foi menino?

ANTENOR - A Tereza Cristina ela ta aqui na casa dela.

RENÊ - O que, aqui?

Closes intercalados dos três. Corta rápido para:

CENA 26/MANSÃO DE GRISELDA/SALA/INTERNA/DIA.

Todos na sala diante de Marilda com seu uniforme.

GRISELDA - Você ta falando sério.

MARILDA - Seriíssimo, ela acabou de chagar agorinha mesmo, toda apavorada, a caranguejeira ta la trancada na suíte máster com o Crodoaldo.

Rafael adentra a sala rapidamente.

RAFAEL - A policia acabou de cercar a casa da Tereza Cristina e todo o condômino.

GRISELDA - É agora que a diaba é presa.

Corta rápido para:

CENA 27/MANSÃO VELMOND/FRENTE/EXTERNAI/DIA.

Griselda acaba de chegar com toda sua turma. Ficam diante da casa de Tereza Cristina. Há policia para todos os lados, delegado paredes com o alto falante.

PAREDES - Dona Tereza Cristina, a casa esta cercada e o condomínio também, a senhora não tem escolha a não ser se entregar.

Corta para turma de Griselda.

RENÊ - porque ela voltou pra cá.

GRISELDA - Ela ta encurralada, talvez aqui ela se sinta mais segura.

ANTENOR - Vai entender.

Close em Griselda. Corta para:

CENA 28/MANSÃO VELMOND/SUITE MASTER/INTERNA/DIA.

Tereza Cristina esta diante de CRO, que esta angustiado, ela transtornada anda de um lado para o outro.

T. CRISTINA - Droga, eu to perdida.

CRÔ - O mais importante é que a senhora voltou minha rainha.

T. CRISTINA - Eu não sabia o que fazer, tinha policia pra todos os lados, eu me senti tão sozinha, por isso eu voltei.

CRÔ - A senhora não ta sozinha, esse seu humilde servo está aqui e sempre está disposto a te servir.

T. CRISTINA - Me ajuda Crodoaldo, me ajuda, por favor, você é a única pessoa que gosta de mim de verdade, a única pessoa que pode me ajudar. (lembra) Eu tenho aquela peruca loira, eu posso me disfarçar, sair pelos fundos, ninguém vai me notar.

CRÔ - Não minha rainha, eu não posso fazer isso.

T. CRISTINA - O que? Você não disse que estava disposto a me servir, sempre.

CRÔ - Disse mais eu não posso mais colaborar com essa loucura minha rainha, (T) chega, a senhora deve reconhecer que acabou.

T. CRISTINA - Biba traidora, até tu Crodoaldo, eu devia imaginar que uma hora você ia me abandonar, que você ia me trair.

Tereza Cristina se vira, esta emocionada, olhos lacrimejados.

CRÔ - Me perdoa minha rainha, mais eu não vejo outra solução a não ser a senhora se entregar a policia, eu garanto que vou lhe visitar sempre no xadrez, que eu vou/

T. CRISTINA - Congela.

Crodoaldo para. Tereza Cristina caminha ate a janela, observa todos la em baixo. Volta para o quarto.

T. CRISTINA - acabou eu perdi, eu perdi, estou entre a cruz e a espada, mais eu não vou terminar assim. Eu prefiro morrer a ir presa.

CRÔ - O que a minha rainha quer dizer.

T. CRISTINA - Quero dizer, que eu não vou dar o gostinho pra essa gente, pra aquela maldita anta portuguesa, de me ver saindo da minha casa algemada, eu prefiro morrer linda e gloriosa como sempre, do que passar por essa humilhação.

CRO - Pelo amor de Deus minha rainha (desesperado).

T. CRISTINA - Minha decisão já esta tomada, (chora), me ajude a me maquiar, e ficar linda porque eu faço questão de morrer como sempre fui, elegante e fina. (t) Vamos logo crodoaldo.

CRO - Eu não posso fazer isso, onde já se viu se arrumar pra morrer/

T. CRISTINA - Faça o que estou de pedindo sua Biba é a minha ultima ordem, anda.

CRO - Não, não, para em.

Ele se ajoelha diante de Tereza Cristina, se agarra a seus pés. Muita emoção.

CRO - Não faz isso pitonisa de Tebas, rainha das terras férteis, Divina Isis, deusa do Egito pelo amor de Deus.

Fecha no rosto de Tereza Cristina melancólico. Corta para:

CENA 29/MANSÃO VELMOND/FRENTE/EXTERNA/DIA.

Todos observam a casa.

PAREDES - Anda dona Tereza Cristina se entrega a policia, ou nós vamos invadir, a senhora tem 1 minuto pra aparecer.

Closes intercalados em Griselda e sua turma. Corta para:

CENA 30/MANSÃO VELMOND/SUITE MASTER/INTERNA/DIA.

Tereza Cristina diante do espelho, agora arrumada, ajeita o cabelo, e passa um batom.

T. CRISTINA - pronto, estou bem?

CRÔ – Deslumbrante como sempre.

T. CRISTINA – (seca) Ótimo chegou a hora.

CRO - Ainda ta em tempo de desistir.

T. CRISTINA - Eu não vou desistir.

Ela caminha até a janela.

CRO - Ai que dor, eu não vou agüentar.

Tereza Cristina aparece na janela. Corta para o povo na rua.

GRISELDA - Olha la é ela.

PATRICIA - Mãe.

T. CRISTINA - Então delegado, vocês querem me pegar, não querem? Pois eu convido todos vocês a entrar na minha casa, eu vou me entregar, andem entrem a casa é de vocês, venham assistir ao grande espetáculo. Inclusive você Anta portuguesa, também esta convidada.

Griselda e Tereza Cristina se encaram. Corta para.

CENA 31/MANSAO VELMOND/SALA/INTERNA/DIA.

Todos reunidos e apertados na sala. Cam vai buscar Baltasar e Celeste.

BALTASAR - Não sei se precisava chamar essa gente toda, pra se entregar pra policia.

Corta para Griselda.

GRISELDA - Ela ta aprontando alguma coisa.

GUARACY - Deus queira que ela saia daqui presa.

GRISELDA - Ela não ia se entregar assim.

Corta para o alto da escada de repente aparece Tereza Cristina, que encara todos.

PAREDES - A senhora esta presa dona Tereza Cristina Buarque Siqueira.

T. CRISTINA - Isso é o que você pensa, eu reconheço, eu perdi mais se é pra perder, eu prefiro perder com classe e elegância, e ter um final digno de Cleópatra.

Cam vai buscar Crô se aproximando da escada.

T. CRISTINA - Se vocês pensam que vão me ver presa, hahaha estão muito enganados queridinhos, eu prefiro morrer a ir pra cadeia, não só morrer, mais morrerem grande estilo, como nas cenas de cinema, uma morte pra ser lembrada pra sempre.

PATRICIA - O que ela ta dizendo?

RENE JR. - O que ela vai fazer?

RENÊ - calma meus filhos.

T. CRISTINA - Você venceu Griselda, mais eu ainda hei de ter o prazer de te encontrar no inferno e quanto a vocês meus filhos, mesmo sabendo que vocês são uns ingratos, um estorvos que foram capazes de me trocar por esse ai (para Griselda), mesmo assim eu quero que saibam que eu os amo.

PATRICIA – Mãe/

T. CRISTINA - è uma pena que eu nunca tenha conseguido fazer vocês me amarem mais agora chega, chega, chegou a hora do espetáculo.

Tereza Cristina se vira para crodoaldo em slow.

CRÔ - Minha rainha, não faz isso.

BALTASAR - Agora que a gazelinha enfarta.

GRISELDA - O que essa louca vai fazer, ela/

PATRICIA – (Chorando) Mãnhe.

Tereza Cristina e Crodoaldo se olham emocionados. Close dela.

T. CRISTINA - é o fim da linha bebe.

 Tereza Cristina abre os braços e se joga da escada. CRO se desespera.

CRÔ - Nãaaaaaaaaaaaaaaao.

Tereza Cristina rola pela escada em slow diante de todos.  Cai na no pé da escada, e fica estirada no chão. Espanto na cara das pessoas.

GRISELDA - meu Deus.

PATRICIA - Não mãe

Antenor a ampara. Rene jr chora, Rene o abraça. O delegado se aproxima, checa o pulso dela. CRO chora muito.

CRO - Não, não, minha rainha, não poder, meu Deus. (seus gritinhos)

PAREDES - Ela esta morta.

Griselda emocionada observa Rene abraçando os filhos. CAM de cima, vai subindo e podemos ver o corpo de Tereza Cristina estirado no chão. Corta para:

CENA 32/MANSÃO DE GRISELDA/QUARTO/INTERNA/NOITE.

Griselda e Guaraci estão na cama, já metidos nas roupas de dormir. Conversam.

GRISELDA - Eu sei que aquela mulher era o cão, que ela aprontou e muito, mais eu sinto muita pena dos filhos, da Patrícia e do Rene JR, os pobrezinhos não têm culpa da mãe que tinha e vê ela morrer, assistir aquela cena horrível, nossa, realmente é uma marca que eles vão ter que carregar pro resto da vida.

GUARACY - Pois é, mais eles irão superar tudo. 

GRISELDA - É o que eu espero e o Rene então, coitado pra ele também não deve ter sido nada fácil.

Guaracy se irrita fica bufando.

GUARACY - ora, pois, la vem você falar deste Rene, já não basta a conversinha a sós que tiveram logo a tarde.

GRISELDA – (sorrindo) O portuga, deixa de ser ciumento, eu só queria agradecer o Rene, bota uma coisa na sua cabeça, é com você que eu estou, é você que eu amo e é você que eu quero pra minha vida, você ainda duvida disso?

GUARACY - estas falando sério minha pequena Griselda.

GRISELDA - É claro que eu to, eu nem sei como dizer, mais pô Guaraci eu te amo.

GUARACY - E eu também lhe amo muito, Minha Griselda.

Os rostos dos dois ficam colados. Se beijam apaixonados. Fecha neles. Corta para:

CENA 33/BARRA/PRAIA/EXTERNA/DIA.

Pereirinha sentado olha um jornal. Na primeira página podemos ver a manchete “socialite se suicida, após seqüestrar e tentar matar vizinha”. Pereirinha olha para o jornal encafifado.

PERERINHA - Era so o que faltava, a perua combina de fugir comigo e promete que vai forrar minha mão de dinheiro e agora se mata, madame muquirana. Agora pra quem eu vou vender o meu Robalo, o que eu vou fazer da minha vida, meus filhos não querem saber de mim, A Griselda me detesta, o Enzo se deu bem la com a doutora virou modelo, e eu fiquei pra trás, o que é que eu faço agora. Bom, so me resta pescar pra garantir o almoço.

Pereirinha se vira e avista algo que lhe deixa deslumbrado, olha fixamente. PV dele revela uma linda mulher, fina, elegante e sofisticada vestida em uma bela roupa, com um lindo chapéu e segurando um pequeno cachorrinho. A perua tira os óculos. Close em Pereirinha fascinado.

PEREIRINHA - Olha só, que peixão em, e parece que é cheia da grana, é pereirinha caiu peixe novo na rede, e você tem que aproveitar a pesca, E bom ta na hora de vender meu peixe.

Pereirinha caminha até a madame, e se coloca diante dela.

PEREIRINHA - perdida madame.

A mulher o olha assustada.

MADAME - Ai que susto meu senhor, quer me matar e matar a Penélope do coração (para o animal)

PEREIRINHA - Longe de mim, ate porque seria um pecado.

MADAME – é melhor eu ir embora, isso que da se misturar com o povo, com licença meu senhor.

Ela caminha, Pereirinha segura seu braço.

PEREIRINHA - Tem certeza que a senhora que ir, não esta interessada em um belo robalo, robusto firme e enorme. 

MADAME - Nossa arrepiei, onde posso conseguir esse robalo.

PEREIRINHA - Vem, vem comigo que eu te mostro, vem.

Ele a segura firme, a madame olha ele com olhar de desejo. Pereirinha jogando charme caminha agarrado com ela pela praia. Close no cachorrinho que rosna pra ele. Ele olha pro cachorrinho e também rosna. Pereirinha olha câmera e pisca. Corta para:

CENA 34/MANSÃO VELMOND/SALA/INTERNA/DIA.

Crodoaldo esta na sala diante de Rene, Patrícia e Rene Junior. Baltasar observa a conversa já em andamento. Crô anda de um lado pro outro.

CRÔ - Leitura do testamento.

RENÊ - É já que Tereza Cristina está morta.

PATRICIA - O advogado disse que ela te deixou alguma coisa.

CRO - A casinha onde eu moro, ela tinha me prometido.

RENÊ JR. - Se ela cumpriu a promessa a casa é sua Crô.

CRÔ - Mais eu preferia tudo como era antes, eu la morando de favor e ela aqui viva. 

PATRICIA - Infelizmente isso não vai ser possível.

RENÊ - Bom CRO a Patrícia e o Rene Jr vão comigo, se você quiser o Baltasar pode te levar.

Crô se vira e olha Baltasar,

CRÔ - Você faz isso?.

Baltasar de cara amarrada olha pra ele.

BALTASAR - Se a senhora não abrir o bico.

Close em CRO. Corta descontinuo para:

CENA 35/ADVOCACIA/SALA DE REUNIÕES/INTERNA/DIA.

Dr. Barbosa no centro da mesa diante de Rene, Patrícia, Rene Jr e CRO. Ele faz a leitura do testamento.

DR. BARBOSA - O testamento de dona Tereza Cristina Buarque Siqueira é bem simples e direto, da ultima vez que ela modificou, ela exigiu que fosse assim, para que não houvesse nem uma duvida sobre ele, então a leitura será rápida, (ele lê) primeiro aos meus filhos Patrícia Buarque Siqueira velmond e Rene Buarque Siqueira velmond Júnior, vulgo RJ deixo o que a lei exige 50% dos meus bens moveis e imóveis que serão repartidos entre os dois igualmente.

Cam vai buscar CRO aflito com seus trejeitos. O advogado continua a leitura.

DR. BARBOSA – Segundo, ao meu fiel empregado Crodoaldo Valério deixo a casa/.

CRO – (se alegra) Não acredito, a... divina Isis cumpriu a promessa, agora eu sou dono da minha própria casinha...

DR. BARBOSA - Por favor, seu Crodoaldo deixa eu continuar,

CRO - Claro prossiga.

DR. BARBOSA - ao meu fiel empregado Crodoaldo Valério deixo a casa onde vivi os últimos anos da vida assim como 50% por cento restante de toda minha fortuna.

Reação de CRO que fica pasmo. Patrícia, Rene e Rene Jr sorriem. CRO não consegue acreditar.

CRO - A não, não. Eu, eu não entendi direito, o senhor ta querendo dizer que eu/

DR. BARBOSA - Que o senhor alem dos filhos é o único herdeiro da fortuna de dona Tereza Cristina.

CRO - Ai não para, para em to bege, ma ma mama mais isso quer dizer que/

RENÊ - Que você ta rico

Corta descontinuo:

CENA 36/INTERIOR DO CARRO/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior.
Baltasar surpreso esta surpreso diante de Crô.

BALTASAR - Rico, (tempo)

CRÔ - Isso mesmo

BALTASAR - E ainda por cima continua meu patrão de verdade,

Corta descontínuo para:

CENA 37/MANSÃO VELMOND/COZINHA/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior:
CRO alisa um vaso, aparentemente disperso. Marilda adentra a cozinha.

MARILDA - Só seu não, nosso porque agora que o Crô é o dono dessa casa.

BALTASAR – Crô não, seu Crô, ou melhor senhora né, agora ele é o manda chuva.

MARILDA - Mais tu/, quer dizer senhor, merece, depois de ter cheirado o rabo da lacraia tanto tempo,

Marilda caminha ate CRO e o abraça. CRO retribui com um braço frio, fecha no rosto dele, com cara de bunda.
Corta para:

CENA 38/RECANTO DA ZAMBEZE/SALA/INTERNA/DIA.

Planos da praia com pouco movimento. Mar calmo. Cam busca Álvaro sentado em um banco, desanimado, triste. Corta para quiosque Zambeze atende enquanto vê a tristeza do marido.

ZAMBEZE – Olha aqui sua água de coco geladinha. Nesse calor, nada melhor, não é?

O cliente pega a água de coco.

ZAMBEZE - Imagina. Volte sempre.

O cliente vai embora. Zambeze Volta a observar Álvaro com ar de tristeza. Close no rosto de preocupação de Zambeze. Ela deixa o quiosque e vai a caminho dele. Ela chega por trás, tapa os olhos de Álvaro.

ZAMBEZE - Adivinha quem é?

ÁLVARO - Hum... Deixa eu pensar...A mulher da minha vida, será?

Zambeze se abaixa e diz no ouvido de Álvaro.

ZAMBEZE - Bingo!

Risos dos dois. Zambeze dá a volta e senta na frente do marido.

ZAMBEZE - Então, será que você pode dizer pra mulher da sua vida o que está te deixando assim, tão triste? Eu sei tudo isso que aconteceu com a Teresa Cristina, mexeu muito com você, mas tá na hora de você levantar de novo. Ser o Álvaro de sempre.

Álvaro continua pensativo por alguns segundos. Sem olhar nos olhos da esposa.

ÁLVARO - Eu to tentando, mas tá difícil, tá complicado. Mesmo que a Teresa Cristina era uma louca, mesmo que sabendo que ela não tinha sentimentos por ninguém, ela era minha irmã, minha irmã, entende? Querendo ou não a gente tinha o mesmo sangue. (leva a mão os olhos)

ZAMBEZE - (Passando a mãos na cabeça de Álvaro) Eu sei meu amor, eu sei. Mas você tem que entender que tudo isso que aconteceu foi conseqüência das escolhas dela mesma. A Teresa Cristina procurou tudo isso. Ninguém tem culpa de nada, não adianta você ficar sofrendo, chorando pelos erros que ela mesma cometeu.

ÁLVARO - (Consegue olhar nos olhos da esposa) Quer saber de uma coisa? Você tem razão, não adianta eu ficar aqui choramingando o que já passou.

ZAMBEZE - É isso meu amor, é isso! (largo sorriso)

Os dois se levantam. Dão um forte abraço. Se beijão.
Álvaro dá uma olhada pra praia. Olha o mar.

ÁLVARO - Quero aproveitar a vida vamos fechar o quiosque, vamos andar por aí sem destino.

ZAMBEZE - Tá louco? Fechar o quiosque agora? Vamos pra onde?

ÁLVARO - Vamos se sujar de areia, mergulhar no mar, respirar de novo! Vamos ser feliz, como agente sempre foi!

ZAMBEZE - Claro, meu amor! (o beija)

Cam mostra os dois correndo na praia. Jogando água e areia um no outro. Felizes, sorrindo os dois caminham de mãos dadas pela areia. Vão andando até ficarem bem longe...

Corta para:

CENA 39/ESTRADA/ /EXTERNA/DIA.

Vemos a estrada com pouco movimento. CAM acompanha o caminhão de Iris e Alice. Cam a frente do caminhão que se aproxima. Caminhão vai parando perto de um posto de gasolina, estaciona. Alice desce do caminhão, ajeita as costas.

ALICE - Ai, que eu já to cansada.

Ela caminha até o outro lado, abre a porta e ajuda Iris a descer. CAM mostra os pezinhos de Iris descendo.

ÍRIS - well, ai que canseira, minha bunda já esta quadrada de tanto ficar sentada, sem falar que eu preciso urgente de um banho, oxenti my god, vida de viajante não é fácil.

Alice - mais agora minha querida vamos poder esticar as pernas e tomar um bom banho.

ÍRIS - E como é que vai ser isso.

Fecha em Iris. Corta para:

CENA 40/POSTO/BANHEIRO/INTERNA/DIA.

Cam mostra Alice pendurando as roupas na porta do banheiro.

ALICE (EM OFF) - Nem acredito, vou poder trocar as cuecas.

Corta para banheiro onde Iris está.

ÍRIS - Ai eu nunca pensei que iria passar por isso. Tomar banho em um banheiro de posto de gasolina. Preferia ter ficado em Grenville, se você não tivesse implicado tanto com o deputado Pitágoras Willian Mackenzie, agente estaria lá no bem bom.
Corta para banheiro onde esta Alice.

ALICE - Aquele velhote era um chato de galocha não servia pra você minha querida.

Cam volta para Iris.

ÍRIS - E agora qual será nosso próximo destino.

ALICE (EM OFF) - Temos varias opções.

Iris liga o chuveiro:

ÍRIS - (TOM) ai, ai que água fria, oh my god.

ALICE (EM OFF) - Aproveita Iris, curte o momento.

ÍRIS - Olha como eu fui acabar.

Corta rápido para:

CENA 41/POSTO/LANCHONETE/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior. Iris e Alice conversam em uma mesa da lanchonete. Cam abre revelando o jornal com a foto e manchete sobre Tereza Cristina. Dialogo continua.

ÍRIS - mais pelo menos minha amantíssima sobrinha, a bastardinha se deu mal no final.

ALICE - Quem diria, que ela ia se matar, se jogar da escada no final, acho que de tanto pensar que era louca, acabou morrendo louca de verdade.

IRIS - Pois é, ela que queime no inferno.

ALICE - Bom vamos bater nosso PF.

ÍRIS - Eu não sei se vou conseguir comer isso.

ALICE - Você consegue minha querida, com o tempo você vai ta comendo até buchada de bode.

ÍRIS - To achando minha vida tão sem graça, se ao menos eu tivesse com quem eu pudesse praticar meu esporte favorito, fazer uma chantagenzinha que fosse.

ALICE - Nessa vida de caminhoneiro o que não vai faltar é historia, e gente de todo tipo que agente vai conhecer, quem sabe você não encontra uma nova vitima.

ÍRIS - Well, eu iria adorar.

AÇICE - Então vamos fazer um brinde a nós, a sua futura chantagem e a nossa amizade.

ÍRIS - Bom é só o que nos resta, não é mesmo.

As duas brindam. CAM mostra elas sorridentes. Fecha em Tia Iris, que toma algo.

Corta para;

CENA 42/RECANTO DA ZAMBEZE/SALA/INTERNA/DIA.

Joana rodeada de malas. Delegado Paredes diante dela.

PAREDES – Então você vai mesmo embora Joana.

JOANA – Agora que consegui provar que a minha irmã foi assassinada e que a assassina dela esta morta, na há mais pra mim fazer aqui. Eu queria que a Tereza Cristina tivesse sido presa.

PAREDES – mais pode ter certeza que ela se matou em um ato de desespero, ela não tinha saída, e agora ela deve ta numa bem pior lá no andar de baixo.

JOANA – Bom delegado, eu agradeço tudo o que o senhor fez por mim, pela sua ajuda, agora é seguir em frente.

PAREDES – è isso ai, boa viagem.

JOANA – Obrigada.

Os dois apertam as mãos, fecha nas mãos deles.

Corta para:

CENA 43/RIO DE JANEIRO/PLANOS GERAIS/EXTERNADIA.

Passagem de tempo. Dias depois. Corta para:

CENA 44/FORUM/TRIBUNAL/INTERNA/DIA.

Ester ao lado de seu advogado diante de Bia e seu advogado. Juiz chega e se senta em seu lugar. Ester e Bia se encaram. Juiz da inicio aos procedimentos.

JUIZ - Olá boa tarde, bem estamos aqui presentes, para a audiência do processo de investigação de maternidade da pequena Vitoria Wolkoff movido pela senhora Beatriz Lobo contra Ester Wolkoff. Bom eu analisei o processo, todos os detalhes e argumentos de ambas as partes, também tomei conhecimento desse caso tão complexo, e informo a vocês que já tenho uma decisão.

ESTER - Mais já,

BEATRIZ - A vitoria fica comigo não é/

JUIZ - Por favor, não me interrompam.

Bia e Ester tentam conter o nervosismo.

Juiz - Bom me baseei na lei que prevalece nesses casos de inseminação artificial para tomar a minha decisão, bom eu devo informar que esse processo não pode ser levado adiante, ou seja não pode ser julgado, porque há a impossibilidade jurídica do pedido da autora Beatriz Lobo já que esta foi doadora dos óvulos que foram inseminados na ré Ester, portanto legalmente a mãe de Vitoria é Ester Wolkoff e isso é incontestável.

Reação de Ester que se emociona aliviada. Beatriz fica aos prantos.

BEATRIZ - Não, não pode ser.

JUIZ - Declaro por encerrada a sessão e decreto o fim do processo. Tenham uma boa tarde.

O Juiz se levanta. Ester agradece. Fecha em beatriz que chora compulsivamente. Corta para:

CENA 44/FORUM/SALA DE ESPERA/INTERNA/DIA.

Celina, Henrique, Danielle, Enzo e Paulo com a pequena Vitoria, estão presentes no local. Eles apóiam Beatriz e Ester. Celina e Henrique em volta de Beatriz.

CELINA - mais é um absurdo, deve haver uma maneira, de você conseguir a guarda dessa menina.

HENRIQUE - Chega Celina, acabou já foi não há mais nada a ser feito.

BEATRIZ - Não é justo a Vitoria é minha filha, , não é justo.

Close em Danielle que observa a cena.

DANIELLE - Eu fico com pena da Bia, mais aconteceu o que tinha que acontecer, a Ester é e sempre será a verdadeira mãe da Victoria.

ENZO - Quer dizer que a Bia não tem mais nenhuma chance.

DANIELLE – Não.

Danielle observa Ester que abraça a filha.

ESTER - O minha filha, o minha filhinha, você é minha, minha e de mais ninguém.

PAULO - Sua não, ela é nossa, nossa filha, porque agora eu faço parte da sua vida e nós três somos uma família.

ESTER - Você não sabe como é bom ouvir isso.

Os dois se abraçam e se beijam. Danielle se aproxima

DANIELLE - Ester, parabéns.

ESTER – (seria) Obrigada Danielle.

Corta para Bia que continua chorando. Ester a olha com pena. Ester ainda com Vitoria no colo se aproxima. Bia a encara e se levanta. As duas ficam um tempo se olhando. Todos observam.

CELINA - O que é que você quer, veio debochar da Bia é.

DANIELLE - A não cala a boca Celina, não é possível ninguém agüenta mais ouvir sua voz.

CELINA - Não falei com Você.

ESTER - Eu não vim debochar, eu só vim dizer que eu sinto muito Bia, mais eu sou a mãe da Vitoria e eu só quero que você entenda isso. Eu garanto a você que eu vou amar essa criança e ser a melhor mãe do mundo.

BEATRIZ - Eu sei disso (limpa as lagrimas).

Ester se aproxima oferece Vitoria.

ESTER - Quer pegar ela um pouquinho.

Bia a olha surpresa.

ESTER - Pega pode pegar.

BEATRIZ - Eu posso mesmo.

ESTER - Pode.

Bia emocionada pega Vitoria no colo. Ela abraça a menina com muita emoção.

ESTER - Você pode fazer parte da vida dela, desde que saiba que eu sou a mãe.

Bia olha para Ester faz sinal que concorda, e volta olhar boba para a menina. Paulo abraça Ester.

PAULO - Você tem um coração de ouro.

Dão um beijinho. Close em Danielle ao lado de Enzo que observa emocionada. Corta para Guaracy que de um canto observa a cena. Ester o vê. Eles sorriem um pro outro. Fecha em Bia com a pequena Vitoria. Corta para:

CENA 45/CASA DE SHOWS/INTERNA/NOITE.

Casa de shows lotada, planos da platéia, muitas pessoas gritando, todos na maior animação gritando o nome da estrela da noite.
Corta para:

CENA 46/CASA DE SHOWS/CAMARIM/INTERNA/NOITE.

Sol está super nervosa e anda de um lado para o outro, sem esconder a excitação, Daniel e Celeste em volta dela, tentam acalmá-la;

CELESTE – Calma, Solange! Para de andar de um lado para outro, filha, tá me deixando angustiada.

SOL – (não para) Calma, mãe? Como eu posso ter calma numa hora dessas?  A senhora já olhou a quantidade de gente que veio aqui só pra me ver? Eu to muito nervosa, eu to com medo de errar!

CELESTE – (segura às mãos da filha) E quem disse que Sol do recanto, a minha filha, erra? Olha pra mim Solange, você vai entrar naquele parco e vai arrasar como você sempre fez, tá me ouvindo?  Não era isso que você sempre sonhou? Pois então, tá acontecendo! Tá acontecendo, filha! Aproveita, agora é a sua hora!

As duas se abraçam. CAM vai buscar Daniel que se aproxima. Sol está bastante emocionada e ansiosa.

DANIEL – Vai dar tudo certo, hoje é dia de festa, afinal hoje é a grande noite da Sol do Recanto.

CELESTE - É mesmo, respira fundo, e vai em frente, filha!

Neste momento Baltasar adentra o camarim, irritado e com seu mal humor de costume.

BALTASAR – ta pronta, o show já vai começar.

SOL – Acho que to pai.

BALTASAR – Acha que tá, como acha que tá, olha la em Sol, você que se atreva a fazer feio naquele palco, é o futuro da sua carreira que ta em jogo.

CELESTE – Ela não vai fazer feio, não é filha, vai lá, boa sorte, a gente vai tá aqui do seu torcendo por você.

DANIEL - Calma, acredita em você e vai.

SOL – Ta.

Sol abraça a mãe e da um beijo em Daniel. Segue pra fora do camarim.

BALTASAR – Vai, vamos logo com isso, vem Ca essa roupa não ta muito escandalosa não em.

SOL – Ai pai.

CELESTE – Ta tudo certo, com a roupa dela, para de implicar Baltasar.

BALTASAR – Pois eu não to gostando.

DANIEL – Ela ta linda.

CELESTE – Ai Baltasar...

Eles vão saindo e discutindo já Fora de áudio. Corta rápido para:

CENA 47/CASA DE SHOWS/INTERNA/NOITE.
Planos da platéia eufórica. Celeste e Daniel estão logo na frente assistindo. Daniel filma tudo.

APRESENTADOR – Vem ai ela, a explosão do Funk, com vocês a Sol do recanto.

Platéia grita mais e vibra. Sol começa a cantar e levantar a galera. Cam busca Celeste emocionada, Daniel filmando tudo. Corta para Baltasar que acompanha o show do palco mesmo, no meio da cara amarrada desponta um sorriso, CAM volta para Celeste e Daniel.

CELESTE – É minha filha, minha filha!

DANIEL - (tom baixo) Vai Sol, mostra tudo!

O show leva a galera a loucura, o baile rola solto. Solange consegue aplausos, gritos, tudo que tem direito. Corta para Celeste, que vibra, um homem se aproxima, e a olha fixamente.

HOMEM – Oi tudo bem.

CELESTE – Tudo (envergonhada)

HOMEM – Você é a mãe desse fenômeno de menina.

CELESTE – Sou eu sim.

HOMEM – Ela é um sucesso em.

CELESTE – Pois é graças a Deus.

HOMEM – Você tem um restaurante não tem?

CELESTE – Tenho sim, o tempero da Celeste, fica no quintal da minha casa, la na comunidade onde eu moro, o senhor já ouviu falar.

HOMEM – Já sim e muito bem, por sinal. Eu sou critico gastronômico, então eu vivo pesquisando novos restaurantes, novos sabores, novas culinárias.

CELESTE – Puxa vida, que legal.

HOMEM – Quem sabe um dia eu não vou experimentar o seu tempero, se eu gostar, eu posso até escrever na minha coluna.

CELESTE – Nossa, ia ser uma honra (entusiasmada), quem diria um critico gastronômico, que gosta de funk.
HOMEM – Eu gosto de acompanhar o sucesso, o que ta na moda, e se o funk e a Sol do recanto da na boca do povo, eu acompanho.

CELESTE – Entendi.

Os dois assistem ao show, Trocam olhares e risinhos. Close em Celeste encantada. Corta para o palco, Sol arrasa no chão, chão, chão. Corta para:

CENA 48/CASA DE CELESTE/QUINTAL/EXTERNA/DIA.

Celeste com um papel na mão, diante de Yara, que começa a arrumar as mesas do restaurante. Celeste empolgadíssima, com uma revista na mão.

CELESTE - Olha só, saiu uma nota no jornal elogiando, o tempero da Celeste, quem diria que o meu PF fosse cair no gosto de um critico gastronômico, te mete em.

YARA - mais o tal moço gostou de você, não foi so da comida.

CELESTE - Ai deixa de ser boba Yara.

Cam revela Baltasar atrás de celeste.

BALTASAR – celeste

Celeste se vira rapidamente, o sorriso some, os dois se encaram.

BALTASAR - Agente precisa conversar, (para Yara) a sós.

CELESTE - Tudo bem Baltasar.

Close em Celeste. Corta rápido para:

CENA 48/CASA DE CELESTE/SALA/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior.
Baltasar na sala diante de Celeste. Clima tenso.

CELESTE - Como é que é, você vai se mudar pra mansão do Crô, quer dizer que os dois vão morar juntinhos agora, é.

BALTASAR - ò, não vai pensando bobagem, você sabe que eu sou macho.

CELESTE - Não to dizendo nada.

BALTASAR - Olha celeste, é que, é que... (hesita) bom todo mundo já percebeu que o nosso casamento acabou não tem jeito, eu não agüento mais dormir nesse sofá e/.

CELESTE - E ai você vai optar pela cama macia do Crô.

BALTASAR - Pêra ai, aquela casa tem vários quartos, eu vou dormir em um e a gazelinha em outro.

CELESTE - ta bom Baltasar, você tem razão, (compreensiva) o nosso casamento se arrastou até hoje, entre amor e ódio, entre tapas e beijos, (ri) literalmente né, mais acabou, eu preciso seguir com a minha vida, eu preciso me libertar, por isso você pode ir sossegado.

BALTASAR - Eu queria te pedir uma coisa, eu queria, eu queria te pedi perdão, por todo o mal que eu te fiz. (aqui entra a musica tema do casal), me perdoa celeste, pela nossa filha, m perdoa.

CELESTE – (emocionada) Bom Baltasar, eu não quero carregar magoa de ninguém, sempre te perdoei, não é agora que eu vou fazer diferente, eu te perdôo sim.

BALTASAR - (sorrindo) Que bom, eu fico aliviado, nossa você tirou um peso das minhas costas, (tempo) bem eu já vou indo, é, bem, eu posso te dar um abraço?

CELESTE - Pode ué.

Baltasar se aproxima sem jeito. Os dois se abraçam emocionados. Celeste olha a gravata dele.

CELESTE - até hoje você não aprendeu dar o nó na gravata.

Celeste da o nó na gravata dele.

BALTASAR - Cuida da nossa filha, e seja feliz, só espera um pouco pra colocar homem aqui em casa, é que/

CELESTE - Baltasar (repreendendo), você não tem jeito mesmo né.

BALTASAR - desculpa, desculpa foi brincadeira.

CELESTE - Sei, (sorri) seja feliz você também com o Crô, quem diria vocês terminarem juntos: Corta descontinuo para:

CENA 49/CEMITERIO/EXTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior:
Crô diante do tumulo de Tereza Cristina, ajeita um arranjo de flores.

CRÔ - Juntinhos, quem diria em minha rainha, eu e o Baltasar morando juntos, babado fortíssimo, so quero ver onde isso vai dar. Bom divina Isis, tenho que ir, vou deixar a senhora aqui, dormindo no seu sono eterno, e vou me embora afinal estou muito atarefado, com a minha obra social, o centro de amparo ao homossexual pintoso, tenho uma reunião importantíssima hoje e Baltasar vai me levar, bom minha eterna rainha do Nilo, já vou indo, mais amanha estarei aqui a cuidar do seu lindo tumulo, e trocar as flores. Até mais minha Deusa do Egito.

Crô joga beijo se vira e vai embora. Cam vai se aproximando do tumulo de Tereza Cristina. Vemos o vaso de flores chocalhando. Ouvimos em off a risada de Tereza Cristina “hahahahaha”  Cam vai subindo, planos do céu. Ouvimos em off.

T. CRISTINA - CRODOAAAAAAAAAAAAAAAADO!

Corta rápido para:

CENA 50/MANSÃO VELMOND/SUITE MASTER/INTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior.
Vemos Crodoaldo e Baltazar deitados na cama. Crodoaldo se levanta rapidamente, assustado.

CRÔ – Era ela, ela me chamou eu ouvi (da aquele seus gritinhos hilários).

BALTASAR – o que a bichinha tem pra ta gritando desse jeito logo cedo, eu quero dormi pô.

CRO – me respeita em, que eu sou sua patroa agora.

BALTASAR – mais é a mesma gazelinha de sempre.

CRO – Ai para em, para, você devia me fazer um cafuné zoiudo, um carinho, dar um beijinho.

BALTASAR – Vou da é um tapa nessa tua fuça.

CRO – Zoiudo mal, sou Celeste não em, insensível, acabei de ter um pesadelo horrível, to até ovulando, tive a sensação de ter ouvido minha rainha do Nilo que agora dorme o sono profundo, a essa altura já virou múmia.

BALTASAR – Como ela te chamou bicha burra, a madame ta morta.

CRO – o corpo nunca foi encontrado em, Rum.

BALTASAR – mais ela morreu graças a Deus e deixou você aqui no bem bom, a essa altura ela já virou rango dos vermes e de tudo quanto é minhoca.

CRO – (tempo), Hum rango sim mais pelo menos carne de primeira

BALTASAR – carne de pescoço isso sim.

CRO – tadinha da minha rainha, deve ta fritando la embaixo, ai que fim triste. (chora, daquele jeito).

BALTASAR – Chega de viadagem vai.

CRO – ta bom eu paro, mais so se você me da um beijinho.

BALTASAR – há para com isso em.

CRO – Eu sei que você gosta, não tem ninguém aqui e aqui não é o bbb onde todo mundo da uma espiadinha, anda Baltasar parece até que você não gosta estamos so nos dois, vai pode beijar, meu zoiudo preferido.

BALTASAR – Olha lá, em ninguém pode ficar sabendo

.

CRO – Esse é o nosso segredinho, ninguém soube até hoje, não é agora que vão descobrir, esse é um segredo nosso (olha para câmera). Ai devagarzinho, eu sou sensível.

BALTASAR – Você gosta né, vem ca que eu vou te pegar de jeito, e te fazer mulhersinha.

CRÔ – Ai devagar que eu sou sensível em.

BALTASAR – Agora agüenta.

Os dois se cobrem com o lençol. Movimento na cama. CAM vai descendo fecha nos pés dos dois. Vemos a tatuagem de escorpião no pé de Baltasar.

Corta para:

CENA 51/RIO DE JANEIRO/PLANOS GERAIS/EXTERNA/DIA.

Planos do Rio de Janeiro. Passagem de tempo. Legenda: Meses depois. Corta para:

CENA 52/MANSÃO DE GRISELDA/QUARTO DE AMÁLIA/INTERNA/DIA.

Rafael adentra o quarto, vem do banheiro. Observa Amália com um barrigão, sentada, rodeada de papeis.
RAFAEL – Há não meu amor, trabalho de novo, você não acha que já chega não é?

AMÁLIA – Há Rafa, se eu quiser, mesmo ampliar minha empresa e transformar a Amália Pereira em um grande negócio assim como a natura, eu tenho que ralar. E se tem uma coisa que a minha dona Griselda me ensinou é que sem trabalho agente não consegue nada.

RAFAEL – Você ta certa, mais você ainda vai ter muito tempo pra expandir seus negócios, até porque a Amália Pereira ta indo de vento em polpa.

AMÁLIA – Isso é verdade, Graças a Deus.

Rafael beija Amália, é bastante carinhoso. De repente, Amália sente algo.

AMÁLIA – Ai (dor)

RAFAEL – Que foi.

AMÁLIA – Ai Rafa, aiaiai...

RAFAEL – Que foi meu amor, o que você ta sentindo.

Amália fica ofegante, dor aumenta cada vez mais.

AMÁLIA – Ai Rafael, acho que ta na hora, ta na hora.

RAFAEL – na hora de que/

AMÁLIA – Como de que, o nosso filho, ele vai nascer.

RAFAEL – nascer, mais agora assim.

AMÁLIA – è Rafael agora, aiaiai.

RAFAEL – (perdidinho) Calma, meu amor, ai meu Deus o que é que eu faço, acho que eu vou desmaiar.

AMÁLIA – pelo amor de Deus, não me vai desmaiar agora, chama a minha mãe, vai Rafael, aiaiai (controla a respiração.

RAFAEL – Eu vou, eu vou, fica aqui, meu amor, eu já venho, (para a barriga), agüenta firme filhão.

Rafael sai as pressas. Amália fica na cama sentindo a dor. Corta rápido para:

CENA 53/MANSÃO DE GRISELDA/QUARTO DE ANTENOR/INTERNA/DIA.

Patrícia lê uma revista deitada na cama também com um barrigão. Ela começa a se sentir desconfortável, seu rosto muda, sente uma dor.

PATRICIA – Ai, o que é que é isso, ai meu Deus, será que é agora, Antenor (grita) Antenor, aaaaaaaaaaaaaaaaaai.

Antenor chega de repente preocupado.

ANTENOR – Que foi Paty, que grito foi esse.

PATRICIA – me leva pro hospital.

ANTENOR – Hospital, por quê?

PATRICIA – o nosso filho ta nascendo.

ANTENOR – Agora (espantado).

PATRICIA – é Antenor agora, ou você acha que os bebes marcam hora pra nascer.

ANTENOR – Fica calma Paty, respira fundo, se acalma ta.

PATRICIA – Ta doendo muito.

ANTENOR – calma deve ser normal, ai meu deus o que é que vou fazer.

PATRICIA – Você deveria saber, você não vai ser médico.

ANTENOR – mais médico de estética, eu acho que vou avisar a minha mãe.

Fecha em Antenor.

Corta rápido para:

CENA 54/MANSÃO DE GRISELDA/QUARTO DE QUINZÉ/INTERNA/DIA.

Teodora se maquia na frente, do espelho passa um batom, cam revela seu barrigão. Esta linda. Quinze adentra o quarto.

QUINZÉ – pronto já levei o quinzinho pra escola, nossa (admirado)

TEODORA – Gostou?

QUINZÉ – Gostei, eu adorei, mais tu ta linda em Teodora, até grávida tu consegue ser gostosa.

TEODORA – Tudo isso é pra você meu amor.

QUINZÉ – A é, e tão vem cá.

Quinze, agarra Teodora, os dois se beijam com vontade. Quinze olha para o chão se distrai.

TEODORA – Que foi, desanimou

QUINZÉ – Não, é que/, será que tem alguma goteira nesse telhado.

TEODORA – Por que

QUINZÉ – Olha essa poça d’água. Eu não tinha visto nada...

Enquanto Quinze fala. Teodora percebe seu vestido molhado.

QUINZÉ -... Vou ter que falar pra minha mãe da uma olhada nisso aí.

TEODORA – Não é goteira (assustada)

QUINZÉ – é o que então?

TEODORA – É... (vem à dor) aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai (O grito vai até a cena seguinte).

Close em Quinzé que se assusta e também solta um berro estrondoso. Corta descontinuo para:

CENA 55/MANSÃO DE GRISELDA/FRENTE/EXTERNA/DIA.

Ligar áudio pela cena anterior.
Griselda vem se aproximando da porta de casa quando acaba de ouvir o grito de Teodora e Quinze, tapa os ouvidos.

GRISELDA – Minha nossa senhora, que grito que é esse, que será que aconteceu será que tão tentando roubar a minha casa.

Griselda entra com tudo em casa. Corta para a sala da mansão.

GRISELDA – pega ladrão, pega ladrão.

Neste momento, Rafael, Antenor, e Quinze descem as escadas as pressas, falam praticamente juntos “mãe, dona griselda”

GRISELDA – O que é que isso gente, o que ta acontecendo, que furdunço é esse na minha casa.

RAFAEL, ANTENOR E QUINZÉ FALAM JUNTOS.
- meu filho vai nascer.

GRISELDA – O que?

Corta rápido para:

CENA 56/HOSPITAL/RECEPÇÃO/INTERNA/DIA.

Griselda de um lado para outro. Guaracy a observa, Renê em um canto aguarda com Vanessa do lado. Rafael Antenor e Quinze sentados. Celeste e Vilma em um outro sofá.

GUARACY – Griselda desse jeito eu vou ficar tonto.

GRISELDA – Ai meu Deus to com o coração na mão, nunca vi isso, nem em novela, três mulheres da mesma família, indo parir ao mesmo tempo, na mesma hora, no mesmo minuto.

CELESTE – Pensa no lado bom, você vai ganhar três netos numa tacada só.

VILMA – Três alegrias.

GRISELDA – Eu sei, e eu to muito feliz com isso, mais ao mesmo tempo muito preocupada, que a minha santa proteja a minha filha e as minhas noras, e que esses bebes cheguem com saúde.

RENÊ – Que demora em.

VANESSA – essas coisas são assim mesmo.

Antenor, Rafael e Quinze se levantam ao mesmo tempo.

ANTENOR – Eu não agüento mais, eu quero noticias.

RAFAEL – Eu também

QUINZÉ – E eu também.

GRISELDA – Quieta o facho vocês três.

Neste momento o médico se aproxima todos se aproximam  eufóricos.

MÉDICO – A senhora é mãe da Maria Amália.

GRISELDA – isso.

MÉDICO – meus parabéns vovó, seu neto nasceu saudável.

GRISELDA – Ai Graças a Deus.

RAFAEL – meu filho, meu filho nasceu

Rafael vibra de felicidade abraça Antenor e Quinze. Vilma e celeste observam emocionados.

RENE – E a minha filha?

QUINZÉ – E a Teodora?

ANTENOR – A Paty?

MÉDICO – vamos com calma, um de cada vez.

GRISELDA – Eu quero saber dos outros.

MÉDICO – Que outros?

GRISELDA – Dos meus outros netos, doutor.
Eu também sou avó dos filhos da Teodora e da patrícia.

MÉDICO – A senhora ta querendo me dizer, que acabou de nascer três bebes da mesma família.

GRISELDA – isso mesmo, três netos de uma vez.

MÉDICO – Em anos de profissão, nunca tinha visto isso.

ANTENOR – mais afinal como estão os outros bebes, nasceram bem.

MÉDICO – Bom parabéns triplo a toda a família, as três crianças nasceram saudáveis.

GRISELDA – Graças a Deus.

Turma em coro – HEEEEEEEEEEEEEEE.

Turma toda comemora. Griselda abraça os filhos e Rafael, as amigas. Renê abraça Vanessa, depois Griselda. Muita emoção e alegria. Corta para:

CENA 57/HOSPITAL/MATERNIDADE/INTERNA/DIA.

Todos através do vidro observam as crianças. Close em Griselda.

GRISELDA – Oh meu Deus, olha que coisinhas mais fofas da vó, gente, olha.

Todo mundo paparica, faz tatibitate.

GRISELDA – È muita alegria pro meu coração, o futuro da família pereira aqui na minha frente.

CELESTE – Eles são lindos.

GRISELDA – Obrigada meu Deus, já até posso imaginar eles vestidos nos macacãozinho de pereirão que eu mandei fazer. (limpa as lagrimas).

RENÊ – Só você mesmo Griselda (ri).

RAFAEL – Vocês vão me desculpar, mais o meu filho é o mais gatão.

ANTENOR – gato é o meu ó é minha cara.

QUINZÉ – para rapaz linda é a minha filhota.

Eles ficam discutindo. Guaracy chama atenção de Griselda.

GUARACY – Agora que seus netos já nasceram todos de uma vez por sinal, não tem mais porque adiar Griselda, agora já podemos nos casar.

Griselda olha para Guaracy, confusa e emocionada. Close nela. Corta para:

CENA 58/IGREJA/INTERNA/DIA.

Planos da igreja que esta cheia. Quase todos os personagens em cena. CAM vai buscar Guaracy eufórico. Closes alternados do restante do elenco. Corta para o altar, Celeste posicionada olha para a porta.

CELESTE – A noiva chegou.

Todos se viram para porta. Aqui entra a marcha nupcial. Quinzinho a frente carrega as alianças. Griselda logo atrás com um lindo vestido de noiva. CAM sobe dos pés a cabeça até fecha no rosto tímido e emocionado. Ela contempla os convidados. Close em Guaracy que olha admirado para a beleza da noiva. Close em Amália com o filho no colo ao lado de Rafael, em outro canto, Antenor, Patrícia e o filho, Corta para Quinzé, abraçado a Teodora e a filhinha deles no colo. Corta para demais personagens, como Juan e Letícia, Rene Jr, Carol, Fabio. Gigante as maridas juntas, Vilma, Sol e Daniel. Álvaro e Zambeze, Ester e Paulo, Dagmar e Wallace, Marilda e Baltasar ao fundo. Enfim Corta para Griselda que se aproxima do altar, seus olhos encontram o de Rene, que a admira. Ela da um lindo sorriso para ele. Vanessa percebe.

VANESSA – Ta tudo bem com você.

RENÊ – É claro que está meu amor, porque não estaria.

Ele a beija. Griselda finalmente chega ao altar. Fica diante de Guaracy, tempo dos dois se olhando.

GUARACY – Você é a mulher mais linda do mundo, minha Griseldinha.

GRISELDA – Eu não to nem acreditando, eu noiva, me casando, de véu e grinalda e tudo (sorri), só você mesmo Portuga. Padre chama a atenção.

PADRE – Então vamos dar inicio a cerimônia.

O padre começa a cerimônia já fora de áudio. Corta para a porta. Crodoaldo chega, todo espevitado. Baltasar o olha.

MARILDA – Até que enfim

BALTASAR – Onde a Gaselinha tava em?

CRÔ – Não te interessa.

A atenção dos convidados se volta para CRO, todos olham para trás inclusive Griselda e Guaracy, todos pedem silencio..

GRISELDA – o que essa criatura ta fazendo aqui.

GUARACY – So espero que não estrague meu casamento.  

CRÔ – desculpa em, podem continuar com o casório.

CRO se senta ao lado de Baltasar.

CRÔ – Ai vai mais pra lá.

BALTASAR – E vê se sossega em.

PADRE – (sem paciência) Podemos continuar.
GRISELDA – Pode sim padre e se o senhor poder acelerar eu agradeço, porque eu to suando mais que tampa de marmita nesse vestido.

PADRE – Claro. Então dona Griselda da Silva Pereira, aceita se casar com Guaracy Martins.

Griselda olha emocionada para Guaracy, desvia o olhar e encontra Rene, que sorri e com um gesto diz para ela seguir em frente. Griselda sorri e pisca pra ele, Guaracy olha para Rene com ciúme.

GRISELDA – Sim, eu aceito.

Alegria de Guaracy.

PADRE – E o senhor, seu Guaracy Martins aceita se casar com dona Griselda da Silva Pereira.

GUARACY – Sim, é tudo o que eu mais quero nessa vida.

PADRE – os declaro marido e mulher.

Guaracy e Griselda sorriem emocionados. E dão um longo beijo. Todos aplaudem, planos dos convidados. Corta para Cro , Baltasar e Marilda.

MARILDA – Ai que emoção.

CRÔ – Até e bigoduda, que até um tempo atrás parecia um hominho, se casou, será que eu vou ter essa sorte.

CRO da uma olhada maliciosa para Baltasar que desvia o olhar irritado.

BALTASAR – He não olha pra mim não em.


PADRE – mais eu não disse que era pra beijar.

Griselda e Guaracy, nem ligam e dão um beijo de tirar o fôlego.

Corta para:

CENA 59/IGREJA/FRENTE/EXTERNA/DIA.

Fora de áudio, tema de Griselda, Recado de Gonzaguinha. Griselda e Guaracy saem em baixo de chuva de arroz. Muita alegria e felicidade. Griselda joga o buque, quem pega é Vilma que sorri. Griselda e Guaracy, bem felizes entram no carro, cheio de latinhas atrás. O carro segue. Close no carro vemos ele se afastar. Corta para porta da igreja, toda a turma reunida, sorridentes. Corta para:

CENA 60/APART. CELINA/SALA/INTERNA/DIA.

Henrique na sala Le um jornal, Pedro Jorge esta distraído com o vídeo game. Celina adentra a sala, irritada.

CELINA – chega com esse vídeo game, Pedro Jorge, desliga isso agora.

P. JORGE – (Sem dar ouvidos) Não quero.

CELINA – Há mais você vai sair.

HENRIQUE – deixa o menino Celina.

CELINA – deixa a nada Henrique, deixa de ser molenga esse menino tem que respeitar a ordem e as regras.

Celina se aproxima do vídeo game e desliga. Pedro Jorge a olha.

CELINA – pra aprender a me respeitar, seu pestinha, pro seu quarto já, e só vai sair de lá amanha pra aprender.

P. JORGE – Eu odeio você, sua bruxa.

CELINA – respeita sua avo.

P. JORGE – Eu não gosto de você, eu quero a minha tia, é com ela que eu quero ficar.

CELINA – sabe quando você vai ficar co ela, nunca.

P. JORGE – Sua velha má,imagino como a minha sofria quando era pequena.

CELINA – (reação) Cala essa boca.

Celina da um tapa no menino que voa longe. 

P. JORGE – Ai

HENRIQUE - Celina, você enlouqueceu

Henrique socorre o neto, que sente o tapa. Celina observa. Close nela. Corta para:

CENA 61/FÓRUM/RECEPÇÃO/INTERNA/DIA.
Cam busca Danielle que acaba de sair da sala de audiências, ela encontra Pedro Jorge e Enzo. Celina e Henrique saem logo atrás.

P. JORGE – Então tia, com quem eu vou ficar.

DANIELLE – advinha (emocionada), você vi ficar comigo, finalmente.

Pedro Jorge abre um lindo sorriso, e corre para os braços da tia. Se abraçam emocionados.

ENZO – Como é que você conseguiu.

DANIELLE – O juiz ouviu o pedido do Pedro Jorge, de morar comigo e também depois daquele tapa que a Celina deu nele Para Celina), percebeu que ela não tinha as mínimas condições de ficar com ele, e avaliando o bem estar do Pedro Jorge ele fica comigo.

CELINA – Isso não vai ficar assim, você me paga sua doutora de araque.

HENRIQUE – Chega Celina, a decisão já esta tomada (para Danielle), Danielle cuide bem do meu neto, e u vou visitá-lo sempre que puder.

CELINA – Eu vou embora que não tenho estomago pra assistir essa cena.

Celina sai, Henrique se despede do neto.

HENRIQUE – Juízo em menino.

P. JORGE – pode deixar vô.

DANIELLE – brigada pelo apoio Henrique.

HENRIQUE – de nada Danielle, bem eu já vou indo ate mais. 

DANIELLE – Até.

P. JORGE – Tchau vô.

Henrique sai.

DANIELLE – Agora somos nós três.

ENZO – Voce não vai mais pra áfrica.

DANIELLE – Viagem suspensa, agora eu quero curtir o meu sobrinho querido (abraça), e alem do mais eu ainda posso fazer um curso, de enfermagem de cuidadora, posso fazer tanta coisa. O importante é ter vocês dois do meu lado.

ENZO – Pode contar comigo sempre, minha doutora.

Os três se abraçam. Corta para:

CENA 62/RIO DE JANEIRO/PARQUE/EXTERNA/DIA.

Close em uma foto de Enzo de cueca no outdoor. Corta para Danielle, Enzo e Pedro Jorge caminhando na rua, os três com uma casquinha de sorvete, se divertem, sorriem felizes. Corta para:

CENA 63/FACULDADE/INTERNA/DIA.

Antenor e Daniel e um monte de outros alunos, com a beca, se formam. Fora de áudio, recebem o certificado. Posam pra foto. Toda a família observa. Griselda sorri ao observar o filho. Ele sorri para ela. Corta rápido para.

CENA 64/FACULDADE/INTERNA/DIA.

Muita gente em pé, pais paparicam os outros alunos.

ANTENOR – Eu consegui mãe, finalmente eu me formei, agora eu vou poder ser o grande doutor Antenor que eu sempre sonhei.

GRISELDA – Com a graça de deus meu filho, é tão bom ver o quanto você mudou, o quando você amadureceu, (emoção), o quanto você cresceu, eu acho que a vida, te ensinou muita coisa e ainda tem muito a ensinar.

ANTENOR – Eu devo tudo a você mãe, não só pelo seu amor de mãe, pela sua dedicação, mais também pela sua garra, pela sua coragem, e hoje eu agradeço pelos puxões de orelha, pelos sermões, por ter me expulsado de casa. (choro aumenta), um dia eu tive vergonha de você mãe, e hoje eu tenho orgulho, hoje eu te admiro e tenho vontade de gritar pro mundo inteiro que você é a minha mãe, e não é só porque você ficou rica, porque hoje você se veste diferente, é porque eu aprendi a dar valor a minha mãe, mesmo ela sendo o eterno Pereirão.

GRISELDA – (as lágrimas) Eu não queria chorar pó, (risos) O meu filho, eu to muito orgulhosa, muito orgulhosa, meu filho amado.

Mãe e filho dão abraço emocionado. Cam vai buscar o restante da família que observa a cena emocionada.  Corta para:

CENA 65/PRAIA/EXTERNA/DIA.

A partir de agora, musica de fundo Colorir papel, a música deve durar até as cenas seguintes. Luana está sentada em um banco, Está sozinha, calma e meditando. Podemos ver seus cabelos balançados pelo vento, Close em seu rosto.

LUANA - (de olhos fechados) Como é bom ver só coisas boas, Como é bom saber que tudo está indo para o caminho certo, e que a vida continua mesmo que aos trancos e barrancos é preciso continuar e seguir em frente.


Luana abre os olhos, sorri. Fecha nela. Corta para o meio da praia. CAM vai buscar Leandro e uma moça andando abraçados e sorridentes. Nanda e Victor caminha ao encontro deles. Param pra conversar.

NANDA – Olha só quem ta aqui.

VICTOR – Se não é grande lutador da barra, como vai campeão.

LEANDRO – Tudo certo e vocês.

NANDA – Tudo certinho.

LENADRO – Conhecem, a minha namorada a Bruna.

NANDA – Oi tudo bom (cumprimenta)

BRUNA – Tudo.

VICTOR – Como vai (da beijinho).

BRUNA – Tudo

NANDA – Então Leandro quando vai ser a próxima luta.

LEANDRO – pro mês que vem, já to treinando pra arrebentar com o meu adversário.

VICTOR – É isso ai agente vai La pra torcer pra ti cara.

NANDA – E estou muito feliz por você Leandro, sério mesmo.

LEANDRO – brigado Nanda.
VICTOR – Topam acompanhar agente numa água de coco.

NANDA – Eu vou adorar, assim agente um papo.

LENADRO – Eu topo, tudo bem amor,

BRUNA – Por mim tudo bem.

LEANDRO – Então vamos nessa.

Corta imediatamente, para os quatro caminhando na praia. CAM posicionada atrás deles. Corta para turma do vôlei. Que joga como sempre. Gigante se aproxima.

GIGANTE – Abre alas que o Gigante ta chegando na área.

PEZÃO – Pensei que não jogasse mais.

GIGANTE – Claro que eu jogo, uma hora o contador da Griselda precisa descansar né, relaxar.

Passa um mulherão, corpo escultural. Olhares pra ela.

PEZÃO – Olha isso.

ANJO – Oh La em casa.

GIGANTE – Que paisagem em, quer matar papai.

Corta para Lourdes que observa de longe com seu macacão, levanta sua chave de Grifo.

LOURDES – Gigante, to de olho, fica esperto se não eu é que vou matar papai.

PEZÃO – Se deu mal em Gigante

GIGANTE – isso é o que ela pensa, borá jogar.

Corta para todos jogando. Tempo neles. Corta para:

CENA 66/AVENIDA QUALQUER/EXTERNA/DIA.

Vilma inquieta no volante.

VILMA – Com esse transito eu não vou conseguir chegar no pagode da Griselda hoje.

De repente um senhor bem apessoado, charmoso, entra pela porta de traz do taxi. Vilma leva um susto.
Vilma - (surpresa, agitada) Mas o que é isso? O senhor pode me explicar como é que vai entrando assim dentro do taxi dos outros?

SENHOR - (envergonhado) Bem isso é um taxi não é, eu pensei em pedir uma corrida.

VILMA – mais neste momento, eu sinto muito, mais não estou rodando.

SENHOR – há entendi Por favor, desculpas. E que eu to tão feliz, que acho que até estou um pouco perdido, sabe? Eu acabei de sair do escritório do meu advogado, minha separação depois de três anos de espera, finalmente saiu. Estou tão feliz, que sai assim sem destino, pra comemorar. Dispensei meu motorista, e resolvi pegar um taxi pra me levar ai pra um lugar onde eu possa comemorar minha felicidade.

Vilma fica sem saber o que dizer na hora. Alguns segundos em silêncio, apenas o observando, Se mostra arrependida.

VILMA - Imagina. Eu tenho que pedir desculpas, eu sou mesmo assim Pode ficar a vontade. Bom o senhor tava dizendo que queria ir pra um lugar onde o senhor pudesse comemorar, gosta de pagode?

SENHOR – Gosto sim, ainda mais com uma cervejinha.

VILMA – Então já sei pra onde te levar eu mesma to inda prá lá no pagode na casa de uma amiga, lá o senhor vai se sentir em casa. Há e La tem uma boa cerveja gelada e um bom churrasco com direito a molho e farofa.  Então, vamos? Quer ser meu acompanhante?

SENHOR - Claro! (dá um largo sorriso)vou adorar, a senhora é casada?

VILMA – Viúva, mais quem sabe não aparece por ai um bonitão. (olha o senhor pelo retrovisor).

SENHOR – Quem sabe (risinho jogando charme).

VILMA – Bom então, Pagode da Griselda, lá vamos nós!

O trânsito começa andar. Close em Vilma entusiasmada. Corta para:

CENA 67/TUPINANBAR/INTERNA/DIA.

Bastante gente, no bar. Movimento. Albertinho se vira nos 30 pra atender a todos.

ALBERTINHO – Engraçado a Dagmar sai mais cedo pra se arrumar pro pagode e eu fico aqui, tendo que me virar.

Neste momento chega Deborah, linda deixa os homens babando. Eles gritam paqueram.

DEBORAH – (fogosa) me vê uma empada.

Albertinho não tira os olhos do decote dela. Jaquelaine so observa.

ALBERTINHO – Só se for agora.

Ele se vira e da de cara com Jaquelaine que lhe repreende.

JAQUELAINE – To de olho em.

ALBERTINHO – Você sabe que eu só tenho olhos pra você meu amor.

Os dois já começam a se agarrar, CAM vai buscar Guaracy que se aproxima.

GUARACY – Vocês dois vamos parar de sem vegonhise e voltar já ao trabalho. Aqui não é motel.

ALBERTINHO – Foi mal primo.

Corta para Isolina que adentra ao bar acompanhada de um bonitão. Esta bem alegre.

ISOLINA – Olá já conhecem o Bruce.

DEBORAH – (sem acreditar) Bruce.

ISOLINA – Isso mesmo, ele é o meu namorado, eu demorei mais desencalhei e encontrei um bofe lindo, com direito a tanquinho e tudo e pra variar lá dos states, é demorou mais finalmente não vou mais ter que escalar paredes, não é meu mozão.

BRUCE – (sotaque americano) Claro, i Love you Isolina.

ISOLINA – I Love you pra você também.

DEBORAH – Até tiazinha desencalhou.

Cam revela Joe Maluco atrás de Deborah.

JOE – Você so não desencalha se não quiser, topa ir no pagode da Griselda comigo.

DEBORAH – Acho que vou topar em. 

ISOLINA – também to indo pra lá.

GUARACY – E eu também e por falar nisso minha amada esposa deve estar me esperando, prometi ajudar com a churrasqueira. Cuida de tudo Albertinho.

ALBERTINHO – É todo mundo no pagode e eu aqui.

JAQUELAINE – (baixo) mais você vai tem motivos de sobra pra ficar. (olhar sensual)

GUARACY – (percebendo) juizo vocês dois.

ISOLINA – Então vamos se embora pro pagode do Pereirão.

Guaracy, acompanhados de Deborah, Isolina, Bruce e Joe maluco. Vão saindo do Tupinambar animados. Corta para:

CENA 68/MANSÃO VELMOND/SALA/EINTERNA/DIA.

Cro e Baltasar na sala. È possível ouvir o som do pagode que vem da casa de Griselda.

BALTASAR – o negocio ta bom ai em frente em.

CRÔ – Se minha rainha estivesse aqui iria ta dando um piti.

Cro se vira. Cam revela um quadro enorme na parede com a imagem de Tereza Cristina. Ele alisa o quadro.

CRO – Quanta falta ela me faz, até dos xingamentos, dos mals tratos que ela tinha com a minha pessoa eu sinto falta.

BALTASAR – Que frescura, não sei pra que foi por esse quadro aqui, ter que ficar olhando pra cara dessa diaba o tempo inteiro.

CRÔ – Entende uma coisa Baltasar, Ela sempre será uma rainha, e eu sempre serei fiel a ela.

Neste momento Marilda adentra a sala.

MARILDA – Ai patroinha, to indo La pro pagode da Griselda, ela me chamou e eu é que não vou perder né.

CRÔ – vai diminuta criatura, vau curtir o pagode com direito a churrasquinho, cerveja, gente bêbada e um bom barraco no final. É assim que esse tipo de festa sempre acaba.

MARILDA – mais é disso que o povo gosta. Bom já vou indo, fui.

Marilda sai. Baltasar e Cro se encaram.

CRÔ – Que foi que ta me olhando assim, para em, para sou tímida (tapa o rosto).

BALTASAR – vamos aproveitar que não tem ninguém, que tamo so nos dois, e vamos aproveitar em.

CRÔ – Seu safado, safadinho, mais você é insaciável em, vamos me acompanhe para Suíte máster, não quero que a minha rainha presencie isso.

BALTASAR – Então vamos subir lá, vamos gaselinha, vamos.

Os dois vão subindo a escada.

CRÔ – vamos que eu vou te ensinar o pulo da gazela. Saltitante vamos.

CRÔ – Seu tarado. Ai, ai, ai, assim não, sou moça direita.

BALTASAR – Você vai ver o moça direita...

Baltasar vai atrás de Cro. Os dois sobem as escadas sempre a tagarelar e flertar, com pura sacanagem. CAM se afasta até alçar o quadro de Tereza Cristina. Fecha no quadro. Corta para.

CENA 69/MANSÃO DE GRISELDA/SALA/INTERNA/DIA.

Pagode rola solto. Sala esturricada de gente. Mais uma vez quase todo o elenco reunido. Crianças pra La e pra cá. Closes alternados de todos. CAM vai buscar Griselda entre as pessoas dando atenção aos amigos, segura uma latinha de cerveja. Vai se colocar ao centro.

GRISELDA – Atenção, atenção, não quero atrapalhar a festa, eu só queria dizer umas palavrinhas, prometo que vou ser rápida.  Primeiramente eu queria agradecer a presença de todos vocês aqui na minha casa, minha família, meus amigos, afinal não tem nada melhor do que estar rodeada de quem gosta da gente. Eu quero dizer que pra mim chegar até aqui, não foi fácil, a batalha foi longa, a caminhada foi penosa, passei poucas e boas, fiz muitos consertos, desfilei muito com o meu macacão, mais enfim eu to aqui, pois Graças a Deus, eu tive a sorte de ganhar na loteria, mais eu acredito que esse premio, foi um presente de Deus, por tudo o que vivi, por tudo o que eu sofri e por tudo o que eu lutei. Deus nunca me abandonou. Eu trabalhei, trabalhei muito, suei muito, pois sem trabalho agente não consegue nada, e acho que foi esse esforço que me trouxe até aqui (emoção), Claro eu sou muito a grata a vocês, pelo apoio e pelo carinho, por sempre estarem do meu lado, e a vida continua, a minha luta não acabou, eu ainda tenho muitas coisas pra conquistar, porque a vida é uma batalha diária, a luta nunca acaba mais hoje eu me considero uma mulher realizada e muito feliz, e essa alegria que agente tem que carregar com agente sempre. E o mais importante é agente dar valor pro que agente realmente é, a estampa, a aparência é o de menos, o mais importante é ter caráter e dignidade sempre, eu sou o que sou, vou ser sempre o Pereirão das bocadas (risos) com meus acertos e meus defeitos, então eu desejo que vocês se divirtam, aproveite a festa, e alegria meu povo, alegria sempre. Então chega de falatório (limpa as lágrimas) a festa continua. Toca esse pagode ai.

Todos aplaudem Griselda. O pagodeiro (que eu adoraria que fosse o Zeca Pagodinho) começa a tocar, pra varia o delicioso sambinha de Griselda.

Todos começam a dançar. Guaracy circula com espetos de churrasco. Beijos e abraços, alegria prevalece nesta ultima cena. Cam busca griselda, sorrindo e feliz. Ela da uma olhada para a câmera.

Closes no resto do pessoal emocionado.

GRISELDA – E viva a alegria.

Levanta a latinha de cerveja. Da um lindo sorriso. Imagem congela. Letreiro com a palavra fim enche a tela.

FIM











9 comentários:

  1. Caraca meu!
    Parabéns, esse final ficou melhor que o exibido!
    Prefiria a morte para TC!

    Abraço

    Fabio
    www.ocabidefala.com

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  2. ja leu? kk
    Que bom que gostou, brigado pela força.

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  3. fico legal mesmo parabens continue assim e vc vai longe

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  4. Olha ai um elogio, que recebi pelo capitulo acima. Estou muito feliz, com o resultado, obrigado a quem leu e gostou.

    Olà!
    Você ainda não me conhece... Obviamente faço parte deste grupo.
    Com muita alegria digo que li seu capítulo final de "Fina Estampa" e
    simplesmente achei maravilhoso!!! Seguramente a novela teria um FIM
    como se deve! Infinitamente melhor do que aquilo que foi ao ar, não
    digo nem pelos mistérios não solucionados e sim, pela péssima divisão
    dos blocos, feitas pelo senhor autor, o que nos obrigou a ver um
    capítulo corrido e sem emoção.
    Tenho que te dizer que existem alguns errinhos de gramática e
    acentuação em seu texto, mas te digo isso pela apresentação de seu
    trabalho em alguma emissora/produtora. Bem, você brilhou nessa
    experiência! Foi possível ver cada personagem falando o texto de sua
    autoria e ele resultou "redondinho"!
    Parabéns e obrigado por este final, merecíamos isso depois de meses.
    Muita sorte e siga escrevendo!"

    Muito obrigado Ruy.

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  5. Mais um elogio de Alex Spinola, outro jovem que como eu, escreve, e muito bem diga-se de passagem. veja uma obra dele, da qual eu sinceramente sou fã.
    http://possocontarcontigo.blogspot.com.br/2012/02/pin-up-novela-de-alex-spinola-ultimo.html

    Abaixo a opinião dele sobre o capitulo. Te mete em!

    Imagino bem a trabalheira! Mas quem gosta de escrever tem que exercitar, sempre. O importante é que você tem a pegada, dosando as cenas, mantendo o suspense e acima de tudo entrando no pique do Aguinaldo. Todo colaborador precisa entrar na vibe do autor, fazer suas intervenções, mas seguir as linhas gerais. Certa vez li uma entrevista da Glória Perez, onde ela relatava o processo de criação de Eu Prometo, novela de Janete Clair na qual ela foi colaboradora. Já no hospital, Janete passava as linhas gerais para Glória, praticamente ditando os capítulos. Glória os apresentava e em ceros trechos Janete ensinava: "esse é o seu jeito de escrever, mas você precisa manter o estilo da novela"

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  6. Excelente! Se precisar de um colaborador, apresento-me: Fernando Oliveira!

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    1. Opa Fernando, adiciona ai Rafael_santos_sk8@hotmail.com

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  7. Não tinha viste esse texto teu, e não sabia o que tava perdendo! Ficou show, com muitas cenas eletrizante, eu adorei! Com certeza muito melhor do que o capitulo exibido na tv. A morte do Ferdinan ficou show, mostrou bem a que ponto chega T. Cristina, e o suicídio dela então... nossa! Sem falar na repercução desse ato, que era bem o que ela gostava, estar na capa do jornal! kkk' Muito bom mesmo, gostei muito do teu jeito de escrever. Também dou uma de escritor, se quiser dar uma conferida posto uns roteiros meus em http://rodrigoavargas.blogspot.com.br/search/label/Trechos%20de%20Roteiros | abraços ;D

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  8. Pô, Rodrigo que bom que gostou, é o final que eu gostaria de ter visto. Vou dar sim uma olhada nos seus roteiros. Obg querido.

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