terça-feira, 8 de maio de 2012

Atenção

Vocês devem estar estranhando, pois já faz um tempinho que meu parceiro, o Raul , não escreve nadinha de nada pro Blog, mais não pensem vocês, que é folga dele, nada disso, o que ocorre, é que estamos preparando muitas surpresas para vocês que tem acompanhado o blog, e Raul esta trabalhando em uma dessas surpresas que vai pintar aqui em breve. Aguardem, logo Raulzito volta em grande estilo.

Fico por aqui, até mais.  

A periguete do divino: Suelen


Por Rafael Barbosa dos Santos




Alô Avenida Brasil, alô turma do divino, alô você que esta sentado no sofá a partir das 21 da noite, diante da televisão, abram alas que lá vem ela, a divina, a rainha, a melhor de todas as periguetes, a toda boa está passando, deixando os marmanjos de plantão de boca aberta, e as recalcadas com uma dor de cotovelo daquelas. Ela não anda, desfila e muito bem, com um rebolado, hum que rebolado, bom, muito bom. Há aqueles cabelos, aquele rosto, que rosto o que, o que adoramos olhar, são aquelas curvas, e que curvas, os caminhos da felicidade, a geografia da mulher brasileira, queria eu explorar essa geografia. O nome dela? O nome dela, é Suelen. Suelen um nome forte, nome de Deusa, nome que da água na boca só de pensar. Seu corpo é seu instrumento, para muitos um premio, e bota premio nisso, quantos já tocaram aquele par de coxas? Mulher? Mulher não, um fenômeno da natureza, vestida nas vestes que são de pirar a cabeça. Com uma linguagem peculiar, que na voz dela, vira musica e musica boa. Gostosa? Gostosa sim, tipo aquela suculenta sobremesa. Caráter ta em falta, mais precisa? Ai já é pedir demais. Deus já fez ela assim perfeita aos nossos olhos, para admirá-la como uma miragem. Se nos faz rir, ai então é uma maravilha, não uma risada qualquer, uma risada gostosa como ela. Se ela chora? Da vontade de pegar no colo, e dar aquele consolo. Uma moça Boa, muito boa, bota boa nisso. Suelen, Suelen, personagem que encanta, ganha vida magistralmente, através de uma outra tão linda como ela, a tal de Isis, mais ainda fico com a Suelen. Há Suelen, sua linda, como não amar, como não torcer. Do divino para o Brasil. Venha encher nossa telinha de beleza e gostosura, matar de desejo aqueles que não podem saciá-lo, felizes o que podem contigo. Minha periguete favorita, obrigado Avenida Brasil. Mandou bem João Emanuel Carneiro! 

domingo, 6 de maio de 2012

Uma entrevista com a vilã Carmem Lúcia Moreira de souza, mais conhecida como Carminha.

Por Rafael Barbosa dos Santos


Entrevista com Carminha.




Era um dia qualquer, tomo um ônibus aqui na minha cidade, e sigo para o Rio de janeiro. Chegando lá, em uma linda manhã, pego outro ônibus, e me dirijo para o simpático bairro do Divino, uma graça de subúrbio.  Conheci o bar do Silas, o clube do Divino Futebol clube, o salão de beleza da Monalisa, a loja do Diógenes e tive a honra de cruzar com aquele espetáculo da Suelen. Pedindo informações aos suburbanos de plantão, consegui chegar à luxuosa mansão do grande jogador de futebol Tufão. Lá fui atendido pela empregada Zezé, que foi de uma antipatia sem tamanho. Não tinha quase ninguém na casa, Tufão havia acordado cedo pra ir ao clube, Muricy e Ivana foram ao salão, Max saiu para mais uma trambicagem, Leleco estava com Tessália ou no bar jogando sinuca, E a empregada Nina, devia estar no lixão chorando no ombro de mãe Lucinda. Falei com Zezé e disse que estava lá para uma entrevista com dona Carminha, que por sorte era a única que se encontrava em casa. Zezé me olhou de cima a baixo, pediu que eu esperasse na sala e foi chamar a patroa que repousava em seus aposentos. Eu fiquei lá na sala, a contemplar aquela big casa, com uma decoração de gosto duvidoso. Por um momento me senti encantado de estar ali naquele cenário, que vejo todas as noites pela televisão, mais por outro lado, senti um arrepio, pois eu estava na casa da diaba da Carminha e essa minha tensão só veio a aumentar quando ouvi os passos da mesma, descendo as escadas. Ela surge deslumbrante linda e loura, diante de mim, com um sorriso sínico, e estende a mão.

Carminha – Como vai rapaz?

Eu – Vou muito bem, dona Carminha.

Carminha – É o rapaz do tal blog, como é mesmo o nome?

Eu – Eu sou o Rafael, do blog Brincando de escrever.

Carminha – Claro, nunca ouvi falar desse seu blog.

Eu – É pouca gente conhece.

Carminha – (desapontada) Há é, (fala pra si) que roubada.

Eu – Como?

Carminha – Bem agente já ta aqui, então vamos logo com essa entrevista, senta aí.

Sentei-me em um sofá, fiquei de frente para ela, peguei do bolso meu caderninho e minha caneta. Estava tremendo um pouco.

Eu – Podemos começar?

Carminha – (esnobe) Não tem jeito né, era pra mim esta no sétimo sono numa hora dessas, mais não, eu to aqui, prestes a conceder uma entrevista a você, há essa minha generosidade ainda me leva pro buraco, vamos lá rapaz, anda logo com isso, espero que eu não me arrependa.

Eu – Claro, prometo não tomar muito o seu tempo, me desculpa é que eu to um pouco emocionado de estar aqui diante da senhora.

Carminha – também não é pra tanto (sorri) eu sei que eu sou demais, mais agora não me vai chorar de emoção, que eu não to aqui pra consolar ninguém, vai começar a perguntar, ou não?

Eu – Vou sim, bom, é... é...

Carminha – vai gaguejar filho, há não, não tenho paciência pra gago, pelo amor de Deus/

Eu – Não, não, eu não sou gago não, é só o nervosismo, eu já vou começar, Bom, a primeira pergunta é o seguinte: Como é ser casada com o grande jogador de futebol Tufão?

Carminha – (debochada) olha rapazinho, é uma maravilha sabe, há Tufão é um amor, um coração de ouro, me da tudo que eu quero menino, é louco por mim, nossa na primeira vez que ele me olhou, gamou logo de cara, eu não podia ter marido melhor, é um homem bom, muito bom.

Eu – É verdade que ele só se casou coma senhora por culpa?

Carminha – Quem te disse isso menino? Ta doido, até parece, Tufão casou comigo por que era louco por mim, eu em, culpa, que culpa? Essa história de culpa é boato, aposto que foi aquela paraibana da Monalisa que inventou isso, aquela mulher amoral, ela morre de dor de cotovelo até hoje, porque quem casou com Tufão foi eu e não ela, e olha lá em, vê bem que perguntas você faz, porque pra eu desistir da dar entrevista pra esse seu bloguezinho não custa.

Eu - desculpas, dona Carminha, eu vou tomar mais cuidado.

Carminha – (irritada) Acho bom.

Eu – Bom, e o que te motivou a adotar o Batata, que hoje é Jorginho, o que levou a senhora, a ter esse gesto tão bonito?

Carminha – Há, Jorginho é um amor, e eu sou uma pessoa ótima, sempre fui muito generosa, sempre gostei de ajudar os outros, e quando eu vi aquele menino, magrinho, dos olhinhos fundos, aquelas canelas finas, no meio daquele lixo todo, (emocionada) sujinho tadinho, com os mosquitinhos tudo rodando na cabecinha dele assim, nossa eu desmontei, eu tinha que fazer alguma coisa por aquele menino, não pensei duas vezes, sempre gostei de criança, fui lá e peguei pra criar, e não me arrependo não viu, não me arrependo mesmo, Eu amo meu filho, nossa amo demais.

Eu – mais pelo que eu sei, a senhora não se da muito bem com ele, não é mesmo?

Carminha – (fecha a cara) Quem te disse isso? Olha aí rapaz, mais uma informação errada, eu e meu filho nos damos muitíssimo bem, mais você sabe como são esses jovens de hoje, tem uma hora que tem umas crises existências, e aí já viu, sem falar que Jorginho é muito rebelde, mais isso é fase, meu filho me ama, e eu tenho uma família maravilhosa e é isso o que importa.

Eu– E quanto à Ágata?

Carminha – Que é que tem?

Eu – Como é seu relacionamento com ela?

Carminha – A Ágata, á essa sim só me dá desgosto, só me faz passar vergonha, a menina só sabe comer, parece que só veio a esse mundo pra mandar comida pra dentro do bucho, deve ter um dinossauro na barriga, ave Maria, já viu ela? (ri) ta um balãozinho, da até pena, já dei conselhos, mais não me ouve, desisto, deixa comer, quer comer? Comi, depois que explodir eu é que não quero ta perto.

Eu – bem, a senhora disse agora pouco que adora crianças, mais pelo que eu sei, a senhora não tinha uma relação nada agradável com a sua enteada, a Rita, filha do seu primeiro marido que faleceu.

Carminha – Há, desagradável ta essa tua entrevista, não to gostando em, a Rita, aquilo era uma peste, o capeta em forma de criança, eu em, Deus que me perdoe, mais aquela criança só podia ser possuída por um gênio ruim, Deus me livre, eu era uma boa madrasta, fazia tudo pra ela, mais a peste só me xingava, me cuspia, até me bater aquela moleca me bateu, fiz de tudo mais ela não gostava de mim, daí fugiu, depois de um tempo soube que foi adotada, agora coitado dos pais né, adotar uma peste daquelas, não sei não se não afogaram a menina num vaso sanitário, por que a menina era terrível, se não fizeram isso, no mínimo tão num hospício, porque devem ter ficado uns loucos né, ainda bem que Deus me livrou daquele encosto.

Eu – Bom e sobre o seu relacionamento, com o seu cunhado? O Max, vocês tem mesmo um caso.

Carminha – Há não, aí já é demais cara, que é que é seu fedelho de interior, você ta querendo o que, me entrevistar, ou me investigar, é da policia por acaso é?

Eu– imagina dona Carminha, fica calma/

Carminha – Calma é um cacete! Que isso, me acorda a essa hora, eu me proponho a da entrevista, pra esse seu blog de merda, que ninguém sabe que existe, e você me vem com essas perguntas, há que é que isso não tenho obrigação de falar da minha vida pra ninguém, eu sou boa, mais bondade tem limites, fora da minha casa agora, seu moleque, sai da minha casa.

Eu – Mais dona Carminha/

Carminha – Que mais o que cara, não tem mais não, fora da minha casa agora, acho bom você sai logo e voltar pra sua cidade, porque se não você vai se da mal, você não me conhece, pra baixa a louca em mim não custa, (grita) sai daqui seu blogueiro de bosta.

Eu – Já to saindo, dona Carminha, muito obrigado!

Carminha – brigado é uns cambal, e ó não te dei autorização pra publicar essa merda, se eu consegui achar esse seu blog, e vê essa entrevista, eu te processo em, e ainda te caço nem que seja no inferno.

Eu – pode deixar, eu já vou indo, só uma coisa, toma cuidado viu, que a senhora pode se dar mal, e quase sempre a catracada vem de onde menos se espera.

Carminha – Do que é que você ta falando? Até parece, não assiste novela não meu filho, agente só se da mal no final, até lá tenho muito pra aprontar, isso se eu não consegui terminar bem nessa historia, tenho duas colegas que conseguiram, não sei se você conhece, a Clara que casou com aquele italiano, e aquela perua louca da barra a tal da Tereza Cristina, terminaram bem.

Eu – Se eu fosse a senhora não contava com isso.

Carminha – Sai daqui agora, (T) Sai.

Eu – Logo, logo o Tufão pode descobrir toda a verdade sobre a senhora e aí/

Neste exato momento surge Tufão, que se coloca no centro da sala.

Tufão – O que é que ta acontecendo aqui? Que verdade é essa que eu posso descobrir.

O clima fica tenso, eu olho pra Carminha, que olha pra Tufão que olha pra mim. De repente ouço, uma voz me chamando.

Mãe (em off) – Rafael...

Eu procuro de onde vem a voz. De repente tudo escurece, e eu acordo na minha cama, e dou de cara com minha mãe, tentando me acordar.

Mãe – Aleluia, acordou, anda logo, vai acabar chegando atrasado no serviço.

Aí, eu me dei conta de que tudo não passava de um sonho. Aí vou eu, levantar, escovar os dentes, tomar um banho, tomar café, ir trabalhar, e logo a tarde sentar no computador e narrar para vocês, esse meu sonho maluco.

E é isso gente, espero que tenham gostado. Claro que não sonhei isso que acabaram de ler, mais me imaginei entrevistando a Carminha, e aí saiu esse texto. Já pensou se fosse verdade? Fico por aqui, até a próxima entrevista que não deve demorar, até mais.

Abraço.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

O futuro da telenovela


Por Rafael Barbosa dos Santos


Olá caros leitores, esses dias me peguei pensando, como será a telenovela daqui há uns dez ou vinte anos? Houve um tempo em que a novela se tornou um grande fenômeno, e caiu no gosto do povo, graças a Janete Clair que revolucionou a teledramaturgia Brasileira que havia até então, criando tramas novas, fortes, envolventes e apaixonantes, causando literalmente um terremoto nas telenovelas. Suas tramas fugiam do padrão estabelecido até então pela autora cubana Gloria Magadan, que se baseava nos dramalhões mexicanos. A telenovela atingiu seu auge, nos chamados “anos de ouro”, anos 70 e 80, quando o Brasil foi agraciado com tramas como: Dancin’ days, Roque Santeiro, Tieta, Vale tudo e entre tantas outras obras primas. Porem nos últimos anos houve uma queda de audiência e qualidade do gênero. Apesar de outras emissoras tentarem competir de igual para igual com a rede Globo, investindo na teledramaturgia, apesar de terem sido produzidas sofisticadas novelas, e de todo esse avanço tecnológico, apesar de tudo a popularidade das tramas caiu, e se ouviu muito falar que as novelas estavam em crise. Tivemos muita coisa boa nos anos 2000, e é claro que as novelas continuam sendo a paixão nacional, mais sem duvida alguma, houve sim essa queda, as tramas apresentadas, muitas vezes não passaram da mesmice. Porém, agora as emissoras, principalmente a rede Globo tem tido a preocupação de criar novelas, voltadas para a famosa classe C. E as últimas tramas produzidas possuem um forte apelo popular, e isso vem dando certo, que diga as maravilhosas Cheias de Charme e Avenida Brasil que vem fazendo sucesso. Talvez seja o fim da tal crise, não sei, teremos que aguardar os próximos capítulos e as próximas histórias. Mais vamos ao que interessa como serão as novelas daqui á alguns anos? 

Na minha opinião, estamos precisando de uma nova Janete Clair (talvez seja o talentosíssimo João Emanuel carneiro), para reinventar as tramas, reciclar e inovar a teledramaturgia. Estava assistindo á um vídeo no youtube esses dias, em que o autor Lauro Cesar Muniz, o autor do almanaque da telenovela Nilson Xavier, e a atriz que fez a primeira protagonista de uma telenovela no Brasil, Linda Alves, debatem sobre o tema. Achei muito interessante uma sugestão do Lauro, de se fazer novelas mais curtas, de no máximo 140 capítulos, pois além de ser menos cansativo para o autor, permite que este crie uma trama mais concisa, mais objetiva, que foque para valer em um enredo forte sem se ater as tantas tramas paralelas, e além de tudo teria mais liberdade em escrever, trabalharia com menos colaboradores, ficaria mais sozinho, tendo uma concentração e uma intimidade maior com sua historia, e por fim as novelas deixariam de ser uma industria como é hoje, em que se necessita de reuniões e mais reuniões para definir os rumos de uma trama e ao invés da novela ser apenas um produto com objetivos comercias passaria a ser um produto artístico e criativo. Eu sou totalmente de acordo com isso, acredito que o autor com menos pressão da emissora, da critica e do publico, acaba trabalhando melhor. Além de tudo isso, sempre digo que se deve investir em novos autores, existem tanta gente talentosa por aí, é só as emissoras terem essa preocupação, e abrir espaço para que esses talentos escondidos mostrem seu trabalho. 
Concluo, fazendo uma pergunta? Como a telenovela vai se adaptar a esse fenômeno que é a internet, a esta busca cada vez maior do publico pelos canais fechados, e principalmente á uma futura televisão, onde todos terão a chance de escolher o que assistir a hora que vai assistir, e determinar a própria programação? Bom, acredito que a novela nunca vai acabar, além de ser o programa de maior audiência da televisão, é a paixão do brasileiro, mal ou bem elas estão na boca do povo, e sem elas sem duvida ficaria um vazio muito grande nos nossos corações noveleiros, pelo menos no meu (rsrsrs) fico na expectativa, aguardando essas mudanças e enquanto isso, continuo acompanhando minha sagrada novelinha. E vocês o que acham? Fico por aqui.

Abraço

Abaixo os vídeos, com o debate que falei acima:

  


terça-feira, 1 de maio de 2012

Essa musiquinha, não sai da minha cabeça.

É essa musica não sai da minha cabeça, e sempre que ela toca, é porque uma certa personagem que adoro esta em cena. Não sabem de que musica estou falando? então confiram este envolvente instrumental:




sábado, 28 de abril de 2012

Remake: Uma simples cópia, ou uma obra passada a limpo?



 Por Rafael Barbosa dos Santos

Olá caros leitores, estou de volta. E o assunto de hoje são os remakes, que são as produções de obras já produzidas uma vez, é uma releitura que apresenta ajustes e mudanças, ou seja, o remake não segue fielmente a obra original, apresenta características novas, o diferenciando e fazendo com a obra original e remake apesar de estarem apresentando uma mesma historia, sejam duas produções distintas. E a meu ver, esse é o segredo do sucesso de um remake, pois apesar de o publico gostar da historia, ele não quer vê-la de novo e sim revê-la de um ponto de vista diferente, se surpreender novamente, aguardar ansioso pelos próximos capítulos, esperar o final da historia, como se esta fosse uma historia nova e única e isso é o interessante do remake, a possibilidade de contar uma mesma historia de formas diferentes.  As comparações entre original e remake são inevitáveis, quem assistiu a uma, com certeza vai ver a outra pensando na primeira, ele vai notar as diferenças e também as semelhanças, e como o publico não é bobo, ele sabe quando o remake é uma copia (quando isso acontece, quase sempre é uma copia mal feita) e quando o remake realmente é uma trama passada a limpo. 

Acredito que o autor que se propõe a escrever um remake seja de qualquer historia, precisa apenas conhecer o enredo, os personagens e as tramas que ele pretende contar, ou seja, a essência da obra original, e se abster de cenas, textos, diálogos, seqüências, atores e etc. O autor deve se preocupar em inserir aquela historia em um novo universo, e criar novas situações, dar aos personagens uma roupagem nova, inserir elementos novos que mudem a historia, e que de uma diferenciada. O autor deve estar atento a todo instante as comparações, e se preocupar em verificar se esta copiando uma novela, ou a refazendo e deve ter em mente que esta escrevendo uma historia nova, tem que esquecer que ela já foi contada uma vez e acreditar que a historia que escreve no presente é única. O autor também não deve ter medo de mudar os rumos de sua trama, de trocar nomes de personagens e de dar ao remake a sua cara, ou seja, não é o espírito da obra original que vai baixar em você e sim é você, com o seu jeito e com o seu estilo que vai escrevê-la. Portanto o autor de um remake tem o compromisso com a trama original, o compromisso de contá-la de novo e fazer valer o determinado sucesso que esta obra teve e esse comprometimento não vai alem disso. Tivemos um exemplo, na recente segunda versão de o Astro escrita por Alcides nogueira. No final da trama o protagonista Herculano Quintanilha vivido por Rodrigo Lombardi termina feliz e com um filho ao lado da amada Amanda vivida por Carolina Ferraz diferente da primeira versão, escrita pela magnífica, “mestra” Janete Clair, onde o Herculano interpretado por Francisco Cuoco prefere o poder ao ficar com Amanda, papel que coube a Dina Sfat. Veja a diferença, Alcides Nogueira não teve medo de mudar o final da historia. E é isso que deve ser o remake apesar de uma releitura, deve ser uma obra totalmente nova, afinal se é pra ser a mesma de novo, que a novela se repita no vale a pena ver de novo. 
Antigamente, quando eu era menor não via com bons olhos os remakes, porque achava que o legal seria ver historias novas, jamais contadas, jamais vistas, porém com o tempo fui aceitando melhor e hoje gosto muito de ver, acredito que os bem sucedidos remakes de Tititi e O astro contribuíram para isso. Hoje para mim o Remake é a oportunidade de não só matar a saudade das novelas antigas, mais também de viajar pela dramaturgia, de resgatar as obras que fizeram sucesso, que emocionaram o país por tantos momentos, e também a oportunidade para jovens como eu, e como tantos de vocês leitores, que não eram nascidos nos anos de ouro, que não tiveram a chance de acompanhar as grandes novelas como Roque Santeiro, Tieta, Dancing Days, vale tudo, Cambalacho, Rainha da Sucata, A sucessora, felicidade, Anjo mau, Brega e chique, Saramandaia (essas são as que eu gostaria de ter visto), ou até mesmo as mais antigas, obras da nossa querida Janete Clair, como Selva de Pedra, Irmãos Coragem, sangue e areia, Véu de noiva, Pai herói, o Semi Deus, Fogo sobre Terra, entre outras tantas outras obras das quais só ouvimos falar, o Remake é a chance de conhecermos essas obras primas, de termos acessos ao melhor da teledramaturgia. 

Em breve teremos dois remakes na telinha: Gabriela e Guerra dos Sexos, escritos por Walcyr carrasco e Silvio de Abreu respectivamente, lembrando que Silvio de Abreu também é autor da obra    original o que torna o remake mais interessante ainda. Estou ansioso para ver, e posso dizer que hoje sou fã dos remakes e gostaria de ver o das obras que eu citei ainda a pouco, principalmente o de Tieta, Roque santeiro e Selva de Pedra, já pensou que maravilha seria. Bom quem tem me acompanhado sabe que o que eu mais quero na vida é ser um novelista, porém acho que eu não seria bom em remakes, talvez em adaptação de livros (tenho uma sinopse, que adaptei de um clássico da literatura brasileira, qual o livro? eu não conto, segredo hehehe), em minha opinião, escrever um remake é uma grande responsabilidade, e querendo ou não, corre o risco de você mesmo comparar sua obra com a outra, e acabar se guiando pela trama original. Bom feliz daqueles que conseguem, e que fazem isso muito bem. Que mais remakes venham nos agraciar e nos permitir a revisitar a teledramaturgia brasileira. Bom, vou ficando por aqui, ufa. Agora que estou vendo, escrevi este post como se eu fosse um especialista em novelas, como aquele Mauro Alencar, (KKK), coitado de mim, não sou nenhum crítico e muito menos especialista, posso ter escrito acima, um monte de absurdos e abobrinhas, mais tudo o que escrevi é a opinião de um noveleiro, telespectador e novelista emergente, algum valor esse post deve de ter, espero eu né? Afinal deve-se dar crédito a gente como nós que somos quem acompanhamos e somos o publico, seja de uma novela, de um filme, teatro ou livro. Agora eu me vou mesmo, abraço e um até logo. Fuuui. 

Uma foto de Juliana Paes como Gabriela no remake da novela Homônima

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O furacão baiano agora também na versão atriz.


Por Rafael Barbosa dos Santos
Na tarde de terça feira, rolou um maior buchicho, um bafão daqueles, e é claro que quem causou isso, é alguém que adora uma boa confusão, alguém que não tem freio na língua, e diz o que pensa doa a quem doer, já sabem de quem estou falando? Claro que é do donzelo de cabelos prateados, Aguinaldo silva, o nosso querido roteirista, jornalista, dramaturgo, novelista, escritor, blogueiro e também twitteiro, e foi usando essa ferramenta, que ele alfinetou Ivete Sangalo. Pois é o furacão baiano, foi a vitima da vez. Aguinaldo escreveu em seu twitter o seguinte: Como cada macaco deve ficar no seu galho, espero que Juliana Paes não resolva cantoricar'. Ele se refere à escalação da cantora, para viver Maria Machadão no remake de Gabriela que deve estrear em junho. “Alguém pergunta o que espero de Ivete Sangalo em Gabriela: Espero que ela cante uma daquelas músicas dela e depois se retire com dignidade” essa é a opinião do autor, quanto à participação de Veveta na novela das onze. Claro que esses comentários de Aguinaldo que já é “agraciado” pela crítica, geraram polemica. Os fãs de Ivete Sangalo se reuniram, e contra-atacaram: “Aguinaldo Silva é aquele cara que escreveu o final de ‘Fina Estampa’, né?! Tá com moral pra falar da Ivete hein cara”, “Quem esse cara não critica? Só as pessoas que fazem a novela dele é que são perfeitas?", esses são alguns comentários dos fãs da cantora. Pois bem, mais será que a escolha de Ivete Sangalo que nunca foi atriz, não é realmente um tiro no próprio pé? Que ela é uma cantora excepcional, isso o Brasil já sabe, nos palcos não tem para ninguém, mais e como atriz? Será que é justo com as atrizes que vivem disso, e que tem formação para atuar, que poderiam muito bem desempenhar brilhantemente o papel? O senhor Aguinaldo não teria razão em seus comentários? Então vamos lá caros leitores, vou tentar responder a essas perguntas. Ivete Sangalo é uma estrela da música brasileira, e a participação dela na novela, sem duvida gera comentários, expectativas e especulações, o que ao meu ver é positivo, porem sabemos que ela não atua e que nunca foi atriz, será mesmo que vale a pena dar esse papel a ela? Recentemente Ivete protagonizou um episódio da série as brasileiras, eu assisti e pra mim ela mandou bem, pelo que li muita gente também gostou. Parecia que ela já atuava há anos, confesso que ri muito com as cenas dela, afinal Ivete tem um humor que já é dela, por outro lado, acho que é uma ousadia do autor e direção em escolhe-la para o papel, porque essa não será uma participação, o trabalho será mais extenso, e aí como   a cantora irá se sair? Não estou dizendo que ela não vai se sair bem, pois Veveta pode nos surpreender, e arrasar, mais como já disse antes, ela é cantora, o negocio dela é palco e microfone, portanto se ela mandar mal (o que eu não quero que aconteça), ninguém terá o direito de cobrar nada dela, e nem responsabilizá-la de nada. Acredito que nesses casos de escalação de elenco devemos ser bem exigentes e criteriosos, escolher quem realmente é competente, que tem alguma formação para isso, e não escolher simplesmente porque a pessoa tem carisma e já é famosa. Já imaginou se o advogado resolvesse atacar de médico, e se o Arquiteto resolvesse virar psicólogo de uma hora para outra? Além de tudo acho que tem muitas outras atrizes da casa, que fariam o papel brilhantemente e que diferente de Ivete, vivem desse trabalho, ganham para atuar, a Ivete está só brincando, se divertindo e é assim que eu vejo a atuação dela em Gabriela, como uma brincadeira. Eu não estou querendo dizer que uma coisa, não pode ser outra, temos exemplo de Marjorie Estiano uma baita de uma atriz, e também uma grande cantora, e ela sabe conciliar muito bem as duas coisas, além de ter uma formação e talento para os dois trabalhos. Enfim assim como milhares de pessoas, sou fã de Ivete como cantora, não quero ser pessimista e realmente torço por ela na novela, mais não vou me surpreender, se a atuação dela desagradar, e se isso acontecer espero que o Aguinaldo publique em seu twitter, o clássico “Eu avisei em”, que eu irei rachar de rir. Enfim agora é aguardar para ver como o furacão da Bahia que sai dos palcos e cai de pára-quedas no mundo fantástico das novelas, se sai como Maria Machadão, espero que bem, caso contrario os responsáveis que paguem pelo escolha, e não ela que para mim será pra sempre a melhor cantora do país, nem tanto pelas músicas, mais pelo carisma, talento e simpatia que de longe posso ver que ela tem. Boa sorte Veveta (ai que intimidade em). Fico por aqui, abraço.   

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Avenida Brasil

Quem gostou do Capitulo de Avenida Brasil, nesta terça Feira, 24/04/2012 levanta a mão.

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Cenas marcantes

Olá, como já disse no post anterior, assisto novela desde antes mesmo de começar a falar, (KKK) e de lá pra cá,  já conheci muitos personagens, me emocionei, ri, tive raiva, foram várias as historias, que são lembradas por mim até hoje, e que quando penso, chega a bater aquela saudade. O bom é que existe um tal de youtube, onde agente pode ir, e rever aquelas cenas que ficam na nossa memoria sem nunca se apagar. Foram várias as cenas que me marcaram ao longo dessa minha vida de noveleiro, que começou la atrás com a exibição de o rei do gado, mais selecionei as melhores, para poder relembrar aqui no blog junto com vocês, então la vai:

Pra começar, o final da vilã Altiva (Eva Wilma)em A indomada, tinha quatro pra cinco anos na época, e essa é uma das poucas cenas que me lembro da novela, mais sem dúvida a que mais marcou.


Por amor: A cena em que Eduarda (paloma Duarte) empurra Laura (Viviane Pasmanter) de cadeira de rodas e tudo na piscina, sem duvida foi inesquecível para mim. 


Ainda em Por amor, nunca vou me esquecer do arranca rabo de Branca (Suzana Vieira) e Izabel (Cássia Kiss) embate de grandes atrizes.


Em Laços de Familia não há quem não se emocionou com Camila (Carolina Dieckman) raspando a cabeça devido a sua doença:



Ainda em laços de Família, não posso deixar de lembrar uma cena que me impactou:



Em o Clone, também não deve ter havido ninguém que não tenha se emocionado com a cena em que Mel (Débora Falabella) é levada a força para clínica de reabilitação.  (Desculpem a qualidade do vídeo, mais foi o único que achei.) 


Quando se fala em Mulheres Apaixonada, é impossível não lembrar dessa cena: Além dessa gostaria muito da cena em que raquel apanha de raquete do marido marcos, mais não consegui. 


Em celebridade, a cena que todo mundo adora lembrar:


Em Senhora do destino foram muitas as cenas memoráveis, mais vou relembrar  três. 









Em Páginas da vida, teve bastante cena que gostei, mais essa sem duvidas marcou:



Paraíso tropical, também teve uma cena que adoro lembrar: 



A favorita, também teve diversas cenas ótimas e inesquecíveis, aqui vai algumas: 

A sequencia da revelação, foi excelente, digna de estar presente aqui na nossa lista. 


Essa então nem se fala:


Caminho das índias, entre altos e baixos teve mais teve cenas que adorei e que jamais irei esquecer. 





Viver a vida, também me deixa boas recordações apesar dos pesares:




Kubanacam é outra novela, que eu adorava e sem dúvidas teria o maior prazer em rever. 


Em da Cor do pecado, outra novela da que fui fã, muitas cenas maravilhosas, escolhi duas:






Cobras e Lagartos, também teve cenas inesquecíveis e impagáveis:



Tititi teve muitas cenas legais, mais uma delas é aquela que quando eu lembro da novela, ja vem diretamente na minha cabeça:


 Morde e assopra,  também teve cenas incríveis. 




Claro nossa querida Fina Estampa, tambem não poderia deixar de estar aqui, essa cena não é minha preferida, porque não encontrei as que mais gostei, que no caso foram as da morte de Marcela, Tereza cristina humilhando Griselda e a briga das duas saindo no tapa. mais para não passar em branco, essa serve pois também foi demais. 


E para terminar, claro Avenida Brasil que já teve cenas ótimas. 


Adoraria relembrar mais cenas, mais não posso, se não vou ter que gravar um DVD, portanto posto essas que foram as melhores, espero que gostem e comentem, abraços queridos. 


domingo, 22 de abril de 2012

Relato de um noveleiro, talvez também um novelista.


Por Rafael Barbosa dos Santos

Olá caros leitores, estou de volta. E neste post pretendo contar a vocês como começou meu amor pelas novelas, que sempre fizeram parte da minha vida, que marcaram cada fase, cada momento, enfim vou dividir com vocês, esse sentimento que tenho pela a arte, pela dramaturgia, e que é o que me da mais prazer hoje em dia.  Bem, nasci em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, no dia 12 de dezembro de 1992. Tenho 19 anos. Muita gente acha estranho, afinal o pessoal da minha idade, prefere sair por ai farrear, ir para as festas, azarar e coisas do tipo, enquanto eu prefiro ficar em casa, ler um livro e claro sentar na TV com a família e assistir minha sagrada novelinha. Desde que me entendo por gente assisto novelas, não sei o porquê, mais me encantei pelo produto desde muito cedo, eu mergulhava nas historias, não perdia um capitulo, prestava atenção, me envolvia com aqueles personagens, eu viajava, era como se fizesse parte daquele mundo, agora pensem comigo, como uma criança de quatro anos, pode gostar tanto assim de uma novela? Eu gostava de desenhos animados, filmes, mais minha paixão sempre foi a bendita novela, me lembro que no inicio ainda não sabia que era tudo mentirinha, que aqueles na televisão eram só personagens interpretados por pessoas comuns, fui descobrindo isso aos poucos, e cada vez mais ia me interessando, e meu amor pela dramaturgia, só fazia aumentar. Com cinco e seis anos, já era chamado de noveleiro, meus pais ficavam surpresos, porque eu sabia tudo das novelas, nome dos atores, personagens e tudo o que acontecia, respondia a qualquer pergunta feita sobre o assunto, às vezes era considerado fanático, chorava quando perdia um capitulo, muitas vezes preferia ficar em casa assistindo, a ir passear. Agora me fala, existe criança assim? Fui crescendo e essa paixão, só aumentando. Acordava de manhã, e ficava ansioso para ver o capitulo, e quando era o ultimo então, não me passava outra coisa na cabeça a não ser a novela. Quando uma acabava ficava triste, prometia que não ia gostar da próxima, mais bastava o primeiro capitulo pra já me apaixonar de novo. As primeiras cenas que surgem na minha cabeça são de o Rei do gado, a abertura, e as cenas da boiada, os planos da fazenda, estão na minha memória até hoje. Depois veio a indomada, tinha quatro anos, e era só aquele batuque contagiante da abertura tocar, que eu já estava na frente da TV, dançando (KKK). Adorava a vilã Altiva. Uma cena que não esqueço é a volta de Helena a protagonista para Grenville, e a vez que ela é picada por um escorpião. Me lembro muito bem de Por amor, a abertura me marcou muito, e cenas como a de Eduarda jogando a vilã Laura na piscina de cadeira de rodas e tudo, não esqueço nunca, e aquele “per amoré”, cantado por Zizi Possi, também é inesquecível. Zazá, também foi uma das primeiras novelas que assisti, não posso esquecer-me também, da mexicana A usurpadora, eu adorava a Historia das gêmeas.  

Mais a primeira novela que eu acompanhei pra valer, sem perder um capitulo, e que eu posso contar a historia de cabo a rabo é Laços de Família, tinha Sete anos de idade, e a historia de Manoel Carlos me conquistou, me arrastando de vez para esse universo tão mágico, que nos permite sonhar, imaginar, sorrir, chorar, enfim ali nascia a minha historia de amor com a novela. Nunca dividi com Ninguém esse meu amor, até porque muita gente, principalmente os garotos da minha idade achariam esquisito, enquanto eles ficavam na rua, brincando de pega-pega, esconde e esconde, e policia e ladrão, eu estava em casa só pensando em novela. Enfim esse amor foi crescendo cada vez mais, eu brincava sozinho, repetia as cenas que assistia na minha cabeça, imitava as falas, recriava toda a historia na minha mente, foi ai que comecei a perceber, que alem de assistir e de se fã, eu também podia criar minhas próprias historias.  E então passei a imaginar o prazer que seria, criar uma historia e de vê-la passando na TV, como seria se os atores, dissessem aquilo que você escrevia, que aquilo que você imaginou fosse criado, acontecesse, ganhasse formas, cores e vida e que milhares de pessoas vissem. Enfim, essa minha vontade de criar historias, só aumentava, foi criando frutos, desabrochando cada vez mais. Fui ficando mais curioso para saber, o que acontecia por detrás das câmeras, como a novela era feita, como era montada, como acontecia, como os autores criavam, queria saber tudo que estava por trás daquelas maravilhas que víamos na televisão. Depois de criar minhas historias, decidi que não podia imaginá-las e simplesmente esquecê-las, foi ai que comecei a passar para o papel, tudo aquilo que eu imaginava e ia escrevendo a próprio punho. Antes mesmo de saber o que era uma sinopse, uma escaleta, um roteiro, e todas as técnicas para escrever uma novela, eu ia criando e deixando minha imaginação rolar solta. Minhas primeiras historias, eram influenciadas por aquilo que eu via na TV, por todas as novelas que eu já havia assistido, eram nessas novelas que eu me inspirava. E assim nasceu minha primeira obra digamos assim (rs), tinha 16 anos, ela se chamava Rivalidade, contava a historia de dois amigos, que se apaixonam por uma mesma mulher, e devido a armadilhas do destino acabam se tornando grandes rivais enquanto um é dado como morto, o outro passa a viver a vida do amigo, e se torna um homem extremamente importante, assim começa a busca de um pela vida perdida e a luta do outro para se manter em seu lugar. Era uma historia simples com cerca de 30 personagens, a escrevi em 89 capítulos, todos manuscritos, isso mesmo, a novela encheu uns dois cadernos de 200 folhas. E para não dizer que estou mentindo, confiram:

Não liguem para letra não tá, sempre foi um garrancho, ainda mais quando se escrevia dez páginas por dia, kkk.  Bem eu não escrevia o roteiro, diálogos, nada disso apenas narrava o capitulo. Confesso que ainda era um tanto quanto ignorante no assunto, não me preocupava em fazer direito, em fazer o certo, só deixava a minha imaginação e criatividade rolar solta. Outras historias apareceram, perdi sono só pensando, imaginando personagens, possíveis tramas, possíveis diálogos, pensava na trilha sonora, nas chamadas, no elenco, enfim era como se a novela que eu escrevia, fosse exibida todinha, nessa minha cachola maluca. A principio via isso com um hobby, escrevia porque gostava mais daí, comecei a me perguntar: E se um dia eu fosse descoberto, e se um dia uma dessas minhas historias, fosse produzida, será que posso chegar lá, será que eu tenho chance? A partir daí começa a minha busca por informações, a minha sede de aprender, passei a revirar a internet, pesquisando, descobrindo sites, blogs, livros, e aí me deparei com o Roteiro. Comecei a investigar, como era feito um roteiro, como desenvolver os diálogos, descrever as cenas, criar um personagem, comecei a conhecer todos os termos técnicos, a saber como criar a estrutura de um roteiro, e comecei a enxergar que além da imaginação, sensibilidade, e criatividade, existe todo um processo de criação,  fui ai que percebi que escrever novela, mais precisamente um roteiro não era tão simples, exige muito estudo, muita pesquisa, muita prática. Se pensam que desanimei, estão enganados, não desanimei nada, continuei a pesquisar e a praticar, escrevi mais duas sinopses, bem fraquinhas e amadoras (reconheço), que foram publicadas no site do escritor, do qual eu era freqüentador assíduo. Depois disso, muita gente que compartilha o mesmo sonho que eu, passou a entrar em contato comigo, a me incentivar, me dar força e me apoiar. Tive a chance de entrar em um grupo de discussão sobre roteiros, onde tive acesso a sinopses, e capítulos de grandes sucessos da teledramaturgia brasileira, e a vários materiais de estudo. Li muito, e fui me aperfeiçoando, hoje posso dizer, que sei escrever um roteiro, claro que muito amador, nada de muito profissional, pois ainda tenho muito chão, muita poeira pra comer, muito caminho pela frente. Hoje sou autor de mais de 15 sinopses de novelas, e uma minissérie, sinopses não, na verdade idéias de possíveis sinopses. Eu tento conciliar, meu trabalho, meus estudos, outros compromissos, minha paixão por escrever e claro a minha sagrada novelinha. Porque das 6 da tarde às 21 da noite, eu estarei no sofá na cama, sem dúvidas com a TV ligada assistindo a minha novela, porque afinal, não deixei de ser um noveleiro, sou mesmo, e vou ser até o fim da minha vida, e se a novela um dia vier acabar, minha vida não terá a mesma graça. Escrever novelas é o meu maior sonho, poder ver pelo menos uma delas sendo produzida, passando na TV, nossa é o que eu mais queria na vida. Hoje já tenho contato com muita gente que como eu tem o mesmo sonho, inclusive foi ai nessas pesquisas pelo assunto que conheci o meu Parceiro Raul, que me ajuda aqui no blog.  Tenho muitas idéias, toco esse blog, onde divido com vocês agora um pouco da minha historia, estudo, escrevo atualmente estou trabalhando no roteiro de um filme, para poder participar do concurso do Aguinaldo Silva, inclusive adquiri o DVD dele, onde aprendi muito. Já pensei em desistir, em abandonar esse sonho, porque sei que é difícil, chegar onde eu quero, ainda mais sendo eu um jovem de interior, que não tenho um caminho a seguir, que não conheço gente do meio, que sou pobre e ainda não tenho nenhuma formação, talvez me falte coragem de ir à luta, mais estou me preparando, para abrir asas e sair voando por aí, em busca de construir com tijolo por tijolo, o meu sonho, e vê-lo tornar realidade. Poucos, muito poucos mesmo sabem dessa minha vontade de escrever, por isso é muito importante para mim escrever este relato. Talvez eu esteja no caminho errado, talvez eu não seja Autor e roteirista nem aqui e nem na China, ainda tenho muito a aprender, e quero aprender, estudo e trabalho, pretendo ganhar dinheiro, conquistar minha independência pagar minha faculdade de jornalismo, meus cursos voltados para roteiro, onde pretendo me aperfeiçoar, picar a mula de Venceslau onde vivo até hoje, e sair neste mundão, atrás do meu objetivo maior, afinal agente não vive só de planos, é preciso também realizações. Às vezes me acho um maluco, “É Rafael, só você mesmo pra achar que pode escrever novela pra televisão, larga de bobagem, vai prestar um concurso e deixa de pensar em bobeira”, porem depois desse momento de pessimismo e desanimo, volto logo a sonhar a pensar, fazer planos, escrever enfim, acho que esse é um amor que nunca vai acabar. Posso não ser um noveslita, posso não realizar o sonho de escrever profissionalmente, mais uma coisa é certa, noveleiro eu serei sempre, não há quem me mude, mesmo eu estando com 90 aninhos, estarei lá sentado em uma cadeira frente a televisão e acompanhando novas historias e as vidas dos personagens, para mim novela, é isso, novela é sonho, novela é uma anestesia para os dramas da vida, nos faz esquecer dos nossos próprios problemas, das nossas próprias dificuldades, e olha que são muitos os meus dilemas em. Então é isso termino o meu depoimento aqui, quem leu até aqui fica o meu muito obrigado, e espero que tenham conhecido um pouquinho mais de mim. Bom o que era para seu um post, sobre as cenas mais marcantes dos últimos anos e da minha vida, acabou virando este depoimento, mais o post com as cenas virá logo. Fico por aqui, até o próximo post. Abraços e beijos.